Indignação marca paralisação da Agência do BNB no Centro

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O Sindicato dos Bancários do Ceará realizou mais uma manifestação denunciando a falta de negociação imposta pela direção do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) contra a CNFBNB/Contraf-CUT. O ato aconteceu na agência Fortaleza Centro, na terça-feira, dia 31/5. O atendimento foi suspenso por duas horas para expressar a indignação com o descaso do Banco com seu funcionalismo.


Há quatro meses, a direção do BNB não recebe representantes dos trabalhadores para negociar demandas importantes para os funcionários, como revisão do PCR, ponto eletrônico, passivos trabalhistas, contratação dos concursados, isonomia para novos funcionários, custeio da Camed, novo plano de funções, defasagem do sistema de informática e capacidade de atendimento bancário. “É uma falta de respeito se negar a negociar. Funcionários e clientes são penalizados pela ausência de diálogo”, afirmou Tomaz de Aquino, diretor do SEEB/CE e coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB/Contraf-CUT).


A situação se agrava pela indefinição da nova direção do Banco, que há quase seis meses está para ser nomeada pelo Governo Federal. “O BNB é o Banco de maior atuação no Nordeste em termos de recursos para a agricultura familiar e o microcrédito, mas está prejudicando o crescimento da região por conta desse impasse. O Banco está parado, sem operar porque não tem diretrizes”, disse Tomaz, apontando ainda o jogo de interesse e politicagem no processo de decisão como um dos motivos para a demora na nomeação.


O protesto vem acontecendo em várias agências do BNB em todo o Nordeste e tem como objetivo preparar a realização do grande Dia do Vermelho, a ocorrer em junho na Praça Jáder Colares, na sede administrativa do Banco, no Passaré. Em Fortaleza, o Sindicato já havia realizado paralisações parciais nas unidades operadoras do Montese, Bezerra de Menezes e Aldeota. “A cor vermelha é simbólica, representa a luta, a vida. Não vamos desistir. O Sindicato está atento, vigilante e se preparando para a Campanha Salarial”, disse Alex Citó, diretor do Sindicato e funcionário do Itaú Unibanco, que aproveitou a palavra para lembrar o tratamento desumano que os bancários do Itaú recebem, inclusive sendo atormentados pela onda de demissões. “Assim como é no Itaú é no BNB. Parece que só mudam os nomes, as histórias são as mesmas”, disse.