Inflação acumulada em 2005 foi a menor

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A valorização do real frente ao dólar levou o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) a encerrar o ano de 2005 com uma inflação acumulada de 1,22%. O resultado é o menor já verificado na história do indicador, que começou a ser calculado em 1944. A marca anterior era de 1998, quando o indicador havia acumulado uma taxa de 1,70%.

A taxa acumulada ficou levemente acima das previsões do mercado. Segundo o último relatório promovido pelo Banco Central junto a instituições financeiras, a previsão para a inflação no ano era de alta de 1,16%. A diferença entre as expectativas e o resultado pode ser explicada pelo número de dezembro. Analistas estimavam que o índice ficaria estável, mas houve alta de 0,07%.

O resultado no ano deve contribuir para segurar a inflação de 2006 apesar das mudanças na indexação dos contratos de telefonia. Em 2006, o reajuste será misto: terá como base seis meses indexados pelo IGP-DI e outros seis meses pelo IST (Índice de Serviços de Telecomunicações), composto por uma cesta de indicadores em que predomina o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). A partir do próximo ano, o reajuste será feito com base somente no IST.

Tradicionalmente, os preços administrados contribuem para puxar a inflação para cima. Em 2006, no entanto, a perspectiva é atípica. A valorização do real foi o fator decisivo para que os preços no atacado, responsáveis por 60% da composição dos índices de preços calculados pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), perdessem fôlego. Dessa forma, os índices que reajustam tarifas públicas, como eletricidade e telefonia, e contratos de aluguéis ou de televisão a cabo encerraram o ano de 2005 abaixo das previsões mais otimistas. Para o consumidor, a medida deve se traduzir em reajustes mais suaves. (extraído da Folha de São Paulo).