INSEGURANÇA BANCÁRIA prejudica cidades do Interior

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Levantamento do Sindicato dos Bancários do Ceará registrou em 2016 um total de 75 ataques a bancos, carros fortes e saidinhas bancárias, seis a mais que em 2015 quando registramos 69 ações. Os números têm permanecido mais ou menos estáveis na capital, entretanto no Interior a luta por mais segurança nas unidades bancárias segue sendo um desafio.


Ações violentas, com cidades sitiadas na madrugada, tiroteios e explosões cinematográficas, continuam sendo rotina no Interior do Estado, deixando agências fechadas por longos períodos em muitas cidades, prejudicando bancários, servidores, população e comércios locais. Para tratar do tema, o Sindicato participou dia 6/7 de uma audiência pública, na Assembleia Legislativa do Ceará, que debateu a situação de 17 agências do Banco do Brasil fechadas no Interior, à época.


O Sindicato propôs a criação de leis mais rígidas e a aprovação de Lei de Segurança semelhante ao Estatuto de Segurança Bancária existente em Fortaleza e em algumas cidades do Estado, que vem criando mecanismos de segurança obrigatórios e reduzindo a incidência de crimes contra bancos nessas regiões.


Desde a aprovação da lei em Fortaleza, o Sindicato tem encampado uma árdua batalha pela aprovação de leis semelhantes em diversos municípios do Interior do Ceará. Entretanto, em poucas cidades a iniciativa foi em frente, como Tianguá, Caucaia, Caridade e Crateús (lei semelhante apresentada pelos vigilantes locais).


O Sindicato participou ainda de reunião com o Secretário de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Delci Teixeira, em abril, quando propôs ações conjuntas para minimizar os crimes contra bancos no Estado.