Insegurança bancária transforma Maciço de Baturité em cemitério de bancos

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A região do Maciço de Baturité é composta por 14 municípios: Pacoti, Palmácia, Guaramiranga, Mulungu, Aratuba, Capistrano, Itapiúna, Baturité, Aracoiaba, Acarape, Redenção, Guaiúba, Barreira e Ocara. Destes, cinco estão sem alguma das agências bancárias por conta de ataques às unidades da região.


Esses municípios vêm sendo atacados constantemente por quadrilhas fortemente armadas, que quase sempre fazem uso de explosivos e destroem os pontos de atendimento bancário, impossibilitando o acesso da população às unidades. “Essas ações causam uma precarização no atendimento para a população em geral de forma direta e vêm ocasionando um enfraquecimento na movimentação do comércio onde esses bancos são atingidos. Ou seja, além de as pessoas, geralmente as mais humildes, terem de se locomover para municípios vizinhos, onerando os aposentados, correm riscos de assaltos e ainda enfraquecem o comércio local, pois elas acabam fazendo suas compras onde sacam o dinheiro”, explica o diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará, Telmo Nunes.


O dirigente esclarece ainda que esses ataques constantes vêm causando um medo também nos empregados de bancos, que de uma hora para outra veem seu local de trabalho deixar de existir e têm de percorrer vários quilômetros para trabalhar também em municípios vizinhos. “Além disso, as pessoas que residem vizinho a essas unidades bancárias também estão vivendo sob medo constante, pois geralmente a intensidade das explosões acaba prejudicando a estrutura das casas que se localizam próximo aos bancos”, complementa.


Atualmente estão sem prestar atendimento na região as agências do Banco do Brasil de Baturité (quase um ano fechada), Bradesco de Guaramiranga, Bradesco de Aratuba, Banco do Brasil de Ocara e Bradesco de Palmácia (esta visitada por assaltantes já por três vezes em menos de um ano).


O Sindicato dos Bancários reforça o pedido para que as autoridades tomem providências para coibir esses crimes e que os bancos agilizem a recuperação desses postos, com o objetivo de prestar um atendimento digno para a população e dar qualidade de vida aos trabalhadores que lá estão.


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Gostaríamos de saber o que falta para as autoridades do Estado tomarem providências ou uma ação direta para coibir, de uma vez por todas, esses ataques a bancos. É preciso aumentar o contingente policial da região e investir no policiamento preventivo para coibir esses assaltos”
Telmo Nunes, diretor do Sindicato e funcionário do Bradesco