Itaú apela às práticas antissindicais para frear luta dos trabalhadores

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Na terça-feira (11/6), que seria o sétimo dia de paralisação da “loja” de atendimento do Itaú, em Fortaleza, o Sindicato dos Bancários do Ceará realizou um ato público para protestar contra o interdito proibitório solicitado pelo banco na Justiça do Trabalho para frear o mobilização da categoria.  A manifestação revelou à população a falta de bom senso do Itaú ao deixar funcionar uma “loja” para fazer negócios sem as mínimas condições de segurança.


O Itaú solicitou a intervenção da Justiça do Trabalho, por meio de um Interdito Proibitório, para impedir que os bancários continuassem com a paralisação da “loja”, que funciona sem nenhum item de segurança, instalada num dos pontos de maior circulação de turistas da capital cearense.


“Que postura é essa da Justiça?”, questionou Alex Citó, diretor do Sindicato e funcionário do Itaú. “Essa mesma Justiça do Trabalho deveria obrigar o Itaú a instalar portas giratórias, garantir vigilância armada e a cumprir a lei do Estatuto de Segurança Bancária”, denuncia o dirigente sindical.


Os bancários esclareceram a população sobre o motivo da manifestação e da paralisação da “loja” do Itaú, na Avenida Monsenhor Tabosa desde o dia 5/6. Os trabalhadores, mesmo discordando do interdito, cumprem as ordens da Justiça. Mas não irão desistir de apontar as falhas na segurança das unidades do Itaú, assim como em outros bancos.


“O banco tenta nos calar, mas vamos continuar a luta por mais segurança e melhores condições de trabalho”, afirmou Iêda Marques, diretora do Sindicato e funcionária do Itaú.


Patrocinador da Copa economiza na segurança de agências – O Itaú, patrocinador da Copa das Confederações e da Copa do Mundo de 2014, retirou a segurança de uma “loja” de atendimento em um dos pontos turísticos de Fortaleza. O banco criou esse novo modelo de unidade, sem porta giratória, sem vigilância armada, sem câmara de segurança e instalou uma dessas “lojas” na Avenida Monsenhor Tabosa, local de grande visitação de turistas na capital do Ceará.


Os bancários, indignados com essa falta de segurança e o descaso do banco, iniciaram a paralisação dessa “loja” do Itaú na quarta-feira dia 5/6 indo até o dia 10/6. A paralisação da “loja” de atendimento do Itaú durante seis dias representou a resistência dos trabalhadores diante de todo o descaso que o Itaú pratica contra seus funcionários, clientes e usuários.


“Fomos obrigados a intervir, pois o local estava muito exposto a ação das quadrilhas de marginais. Os empregados estavam bastante apreensivos e era preciso uma intervenção urgente, em defesa dos bancários e clientes”, afirma o funcionário do Itaú e diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará, Ribamar Pacheco.


Segundo o dirigente sindical, “é revoltante essa situação, onde o Itaú gasta rios de dinheiro patrocinando os jogos da Copa das Confederações, como também da Copa do Mundo de 2014, e economiza em segurança para seus funcionários e clientes. É desumano o que o Itaú faz. Essas unidades de vendas de produtos, chamadas não mais de agência, mas de loja de atendimento, funcionam sem garantir a mínima segurança necessária”.