Itaú lucra R$ 4,5 bi, mas corta 733 empregos no 1º trimestre

7


O Itaú divulgou no último dia 29/4, o balanço do primeiro trimestre de 2014, que aponta lucro de R$ 4,529 bilhões nos três primeiros meses deste ano. Em contrapartida, conforme análise do Dieese, o banco fechou 2.759 postos de trabalho nos últimos 12 meses. O número de empregados da holding do Itaú em 31 de março de 2014 foi 86.856 ante 89.615 em março de 2013 (queda de 3,1%).


Apesar de todo esse lucro, o Itaú abriu somente três novas agências no primeiro trimestre, contribuindo para o total de 68 novas agências inauguradas nos últimos 12 meses.


O lucro líquido recorrente do Itaú no primeiro trimestre significa uma alta de 29% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo análise do Dieese. A carteira de crédito do banco cresceu 11,4% em 12 meses, atingindo um montante de R$ 480,1 bilhões (no trimestre houve queda de 0,3%). O índice de inadimplência superior a 90 dias apresentou queda de 1,0 ponto percentual, ficando em 3,5% no 1º trimestre do ano (-0,2 ponto percentual no trimestre). Com isso, o Itaú reduziu suas despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) em 14,3% em relação a março de 2013.


As receitas com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias cresceram 16,3% em 12 meses, subindo para R$ 6,490 bilhões, enquanto as despesas de pessoal subiram apenas 3,8%, passando para R$ 3,788 bilhões. Com isso, a cobertura das receitas em relação a essas despesas chegou a 171,3% em março de 2014. Ou seja, o banco pagou a folha de pagamento dos funcionários e ainda sobrou 71,3%, faltando pouco para completar duas folhas.


———-


“O Itaú é o banco do contraste: muito lucro e pouca responsabilidade social. O banco não tem o menor respeito para com os seus funcionários, cujo quadro de demissões em nível nacional é o maior entre os bancos que atuam no País. Essas demissões são injustificáveis se compararmos com a alta lucratividade que o banco tem atingido ao longo dos últimos anos e, por consequência, essas demissões têm levado ao agravamento das condições de trabalho nas agências pela escassez de funcionários, pelas metas abusivas e o assédio moral que está disseminado nos locais de trabalho. Tudo isso é um desrespeito e falta de reconhecimento para com corpo funcional”

Ribamar Pacheco, representante da Fetrafi/NE na COE Itaú e diretor do SEEB/CE