Liminar suspende efeitos das eleições antidemocráticas do SantanderPrevi

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O juiz Sérgio da Costa, da 33ª Vara Cível de São Paulo proferiu, na quinta-feira, 3/2, uma liminar suspendendo os efeitos do processo eleitoral em andamento no SantanderPrevi. A decisão acolhe ação judicial impetrada individualmente pelo participante do fundo de pensão e diretor do Sindicato dos Bancários do ABC, Orlando Puccetti Júnior.


De acordo com a decisão do juiz, “as alegações e a documentação anexada à inicial ensejam graves dúvidas quanto à lisura do procedimento eleitoral em curso, especialmente no que tange à efetiva liberdade de candidatura por representantes dos participantes e à necessária publicidade”.

LUTA POR DEMOCRACIA NA GESTÃO – A liminar ocorre como resultado da luta dos funcionários do banco e das entidades sindicais contra a falta de democracia nas eleições do SantanderPrevi, o fundo de pensão com cerca de 40 mil participantes em todo Brasil. O processo eleitoral viola compromissos assumidos pelo banco com as entidades sindicais em reuniões no Comitê de Relações Trabalhistas e na Secretaria de Previdência Complementar do Ministério da Previdência Social.


Os trabalhadores reivindicam a suspensão imediata das eleições em andamento para os representantes dos participantes nos conselhos do Santander Previ e a abertura de negociações para construir um processo que garanta aos bancários exercerem o seu direito de participação e representação.


“O movimento mostrou disposição de luta e organização, demonstrando a indignação dos bancários em todo País diante da falta de democracia nas eleições”, avalia o secretário de imprensa da Contraf-CUT e funcionário do banco, Ademir Wiederkehr. “A liminar conquistada reforça a luta para democratizar o fundo de pensão com maior número de participantes do Santander”, conclui o dirigente sindical.