Liquidações: custo e benefício devem andar de mãos dadas

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Acabaram as festas (pelo menos até o Carnaval), mas isso não quer dizer que o impulso pelas compras tenha acabado junto com o peru. O período seguinte ao Natal é o mais tentador para os consumistas, pois é a época das liquidações e queimas de estoque, uma estratégia dos comerciantes para desencalhar o que sobrou nas prateleiras. Liquidação, normalmente, é sinônimo de preços razoáveis, que requerem, porém, maiores cuidados: nem sempre preço baixo quer dizer bom negócio.


Em primeiro lugar é importante não estourar o seu orçamento. Lembre-se de que junto com janeiro chegam o IPTU, o IPVA e muitos outros impostos. O segundo passo é definir se você realmente precisa efetuar aquela compra. Custo e benefício devem sempre andar de mãos dadas.


E mesmo em épocas de liquidação, não se esqueça de pesquisar, guardar panfletos e orçamentos, além do cuidado redobrado com o estado das mercadorias (principalmente aquelas em exposição), pois o lojista não tem obrigação de trocar um eletrodoméstico, por exemplo, em caso de pequenos riscos que não atrapalhem seu funcionamento ou se a oferta foi feita com a ressalva sobre a existência de pequenos defeitos.


Vale ressaltar que produtos “no estado” são os produtos de mostruário, com pequenos defeitos na aparência. Em caso de compra, o fornecedor deve anotar na nota de compra o estado do produto, identificando eventual avaria ou problema. Destes o consumidor não poderá reclamar.


Além disso, observe bem as condições estabelecidas para uma eventual troca. “A troca motivada por defeito deve ser feita por produto igual ou similar, ainda que nesse momento, finda a promoção, o produto esteja custando mais”, ressalta Marcos Diegues, gerente jurídico do Idec.


Tomados esses cuidados, curta seu produto, com a tranqüilidade de quem tem a certeza de que fez uma boa compra.