LUCRO DE R$ 4,2 BILHÕES NO 1º TRIMESTRE NÃO IMPEDE CORTES DE POSTOS DE TRABALHO

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O Banco do Brasil teve lucro líquido ajustado de R$ 4,2 bilhões no 1º trimestre de 2019, crescimento de 40,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com o banco, o resultado foi impactado pelo aumento da margem financeira bruta, redução das despesas de provisão de crédito, aumento da receita com tarifas e pelo “controle de custos”.


Mesmo com o ótimo resultado, o banco cortou 1.414 postos de trabalho em 12 meses, sendo 322 apenas primeiro trimestre desse ano. O número de agências do BB chegou a 4.716 em março de 2019, o que significa redução de 31 unidades em 12 meses.


As receitas com tarifas bancárias e prestação de serviços chegaram a R$ 6,8 bilhões, aumento de 4%. Apenas com essa receita, o BB cobre 130% do total de suas despesas de pessoal, incluindo a PLR.


OUTROS DADOS – A carteira de crédito ampliada do BB praticamente não se movimentou, apresentando leve alta de 0,8% na comparação com março de 2018. As carteiras pessoa física e agronegócio cresceram 7,8% e 1,5% respectivamente. A carteira de crédito PJ caiu 3,7% em 12 meses, sendo que a principal redução ocorreu no segmento de Grandes Empresas (-13,0%). O índice de inadimplência ficou em 2,59%, redução de 1,04 ponto percentual em relação ao 1º trimestre de 2018. Com este movimento as despesas com provisão para devedores duvidosos apresentaram queda de 10%, em relação ao mesmo período de 2018.


“A redução do quadro prejudica bancários, cada vez mais sobrecar-regados, e também a população, que tem o atendimento precarizado. Cobramos do BB que respeite e valorize seus funcionários, assim como sua importante função social para a população e o desenvolvimento do país”
Jannayna Lima, diretora do Sindicato e funcionária do BB