Lucro do Banco cai 53,52%, enquanto provisão para créditosde liquidação duvidosa sobe 65% no 1º Semestre

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O lucro líquido do Banco do Nordeste caiu 53,52% no primeiro semestre de 2013, quando comparado com o resultado apurado de janeiro a junho do ano passado. A justificativa apresentada pela direção do Banco para tamanho recuo omite uma das causas: a contínua elevação da provisão de créditos de liquidação duvidosa que neste semestre teve aumento em torno de 65%, passando de R$ 240,7 milhões para R$ 396 milhões.


A queda brusca no lucro líquido do BNB, apesar do crescimento de 20% na contratação das operações de crédito, mostra que todo o esforço do funcionalismo para gerar resultados é absorvido pelo ralo das operações mal realizadas pelas recentes administrações do BNB. O resultado do BNB recém divulgado reforça a tese defendida pelo Sindicato dos Bancários do Ceará pelo imediato afastamento dos diretores da gestão Roberto Smith, pois o que eles estão fazendo é exatamente tentar zerar os prejuízos que causaram ao Banco, através das provisões efetuadas.


Para o SEEB/CE, esses diretores, dentre os quais o da Área Financeira, responsável pela divulgação dos números do Banco, podem até mascarar contabilmente a situação de descalabro em que se encontra a Instituição. Não podem esconder, entretanto, os prejuízos causados à sociedade castigada pela seca e aos funcionários que são obrigados a extrapolar jornada sem receber hora extra, sofrem assédio pelo cumprimento de metas e ainda assim veem sua PLR reduzir-se por conta da queda do lucro.


Enquanto os responsáveis pelas operações que geraram prejuízos ao Banco tentam explicar o inexplicável, desmandos históricos dos trabalhadores, como a revisão do PCR, tratamento isonômico, quitação de passivos trabalhistas e aposentadoria digna através da revisão dos benefícios e plano BD da Capef são ignorados sob a alegativa que o BNB não dispõe de recursos para o atendimento dessas justas reivindicações.


O governo Dilma e os partidos e parlamentares nordestinos de sua base de sustentação estão sendo coniventes com as irregularidades praticadas no âmbito do BNB, na medida em que mantêm na direção do Banco pessoas que estão sendo investigadas pelo TCU, Ministério Público Federal e até mesmo pela Polícia Federal.