Mantida a postura de intransigência e desrespeito aos trabalhadores

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A primeira reunião da mesa permanente em 2016, no dia 28/1, foi marcada pela intransigência e o desrespeito da Caixa às reivindicações dos trabalhadores. Mesmo após a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), que assessora a Contraf-CUT, ter protestado na abertura dos debates contra a postura intransigente nas últimas negociações, a empresa manteve a mesma posição em relação à maioria dos temas.


Os representantes da Caixa insistem em respostas evasivas e na disposição de manter o descumprimento de cláusulas acordadas nas duas últimas campanhas salariais. Sobre contratação, o posicionamento do banco foi ainda pior. Além de não ter previsão de convocar novos concursados, os interlocutores da direção anunciaram a abertura de um novo Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA).


Contratação – Se a falta de pessoal já é grave nas unidades de todo o País, o problema ficará ainda pior. A Caixa confirmou que um novo Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA) será aberto a partir do dia 1º de fevereiro, no qual o banco esperar desligar em torno de 1.500 empregados. As adesões vão até 31 de março, e o prazo para desligamento será de 15 de fevereiro a 29 de abril. Os representantes da empresa disseram que não haverá reposição das vagas, mas realocação de pessoal para as agências, sem informar como isso ocorrerá.


Ao ser questionada sobre o cumprimento da cláusula 50 do ACT 2014/2015, que previa a contratação de mais 2 mil empregados até 31 de dezembro do ano passado, a empresa alegou que cumpriu o que estava no acordo. Conforme os interlocutores da empresa, de 1º de setembro de 2014 até o final de 2015 foram contratados 2.102 trabalhadores. Os membros da CEE rebateram a informação, argumentando que quando o ACT foi fechado o banco contava com 101 mil empregados, mas o que se viu foi uma redução drástica do número de empregados. Veja matéria na íntegra no link: http://goo.gl/KKHTZt.


“O enxugamento do quadro funcional compromete a atuação da Caixa, e essa não é a empresa que queremos e que a sociedade precisa. Lutamos por um banco 100% público, que respeite seus trabalhadores e que contribua para o desenvolvimento econômico e social do País. A Caixa está na contramão da ética já que firma acordo em mesa de negociação, como as contratações e o Saúde Caixa, e não cumpre sua palavra”
Marcos Saraiva, diretor do Sindicato e representante da Fetrafi/NE na CEE/Caixa