Marcha marca o dia de combate à exploração sexual

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Dançando, brincando, mas levando uma mensagem de muita seriedade às ruas de Fortaleza. No dia 18/5, Dia Nacional de Luta Contra o Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, centenas de meninas e meninos assistidos por instituições diversas na cidade saíram em caminhada pelo Centro, para alertar a população para a necessidade de denunciar todas as situações de abuso, em especial os crimes sexuais praticados contra eles. Estiveram presentes mais de 15 representações de organizações civis, bem como crianças e adolescentes atendidos pelos Centros de Referência da Assistência Social (Cras).


O cortejo animado pelo som dos tambores da Charanga do Tatá e da Fanfarra Frei Tito de Alencar Lima, partiu da Cidade da Criança e seguiu pelas ruas Pedro I e General Sampaio em direção à Praça José de Alencar, distribuindo panfletos informativos e divulgando telefones e locais que recebem denúncias: Disque 100 ou 0800.285.1407 ou vá a um dos seis conselhos tutelares de Fortaleza, anunciavam.


Na praça, a manifestação foi concluída com a apresentação da banda Coda e de crianças e adolescentes do projeto Crescer com Arte Rio Branco, que mostraram a esquete “Maria, Maria“, que trata da violência sexual.

A mobilização, organizada pelo Fórum Cearense de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, chamou a atenção de quem viu o cortejo passar tendo à frente palhaços e malabaristas da Barraca da Amizade, uma das entidades participantes.


Conforme Thiago Holanda, da Coordenadoria de Crianças e Adolescentes, da Secretaria de Direitos Humanos de Fortaleza (SDH), a agenda de mobilização contra a exploração de crianças e adolescentes é sempre intensificada no 18 de maio para que cada vez mais a sociedade se conscientize de que abusar sexualmente de meninas e meninos é crime. “Nos último seis anos, o poder público qualificou-se para enfrentar o problema. Temos abrigos especializados, conselhos tutelares, comissões especializadas nos hospitais, e instrumentais distribuídos nas escolas para que os educadores realizem notificações e denúncias que possam vir a perceber no contato com os alunos em sala de aula”, destaca Holanda.