Mediação no MPT sobre reestruturação no BB termina sem avanço

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A última audiência do processo de mediação conduzido pelo Ministério Público do Trabalho de Brasília, sobre processo de reestruturação iniciado pelo Banco do Brasil em novembro de 2016, realizada no dia 20/7, terminou sem avanços significativos. Esta foi a sétima de uma série de audiências cujo objetivo foi buscar melhorias para os funcionários atingidos com os cortes de mais de nove mil cargos e perdas de salários que chegaram a superar 70% da remuneração para centenas de funcionários.


Estavam pendentes vários itens e questionado pelo Ministério Público sobre as respostas, o Banco do Brasil afirmou que não apresentaria nenhuma novidade, ficando o programa nos moldes como já estava implantado. Quanto à prorrogação da Vantagem em Caráter Pessoal (VCP), o banco foi enfático em afirmar que não haverá prorrogação.


Sobre as informações das visitas nas agências, havia expectativa de que as visitas resultassem no aumento de dotação de algumas unidades. O Banco respondeu que realizou apenas oito visitas e nenhum estudo foi concluído para aumento de cargos e dotação.


O banco afirmou que lançará um incentivo aos escriturários que pedirem remoção para praças de difícil provimento, para o público de escriturários e não de funcionários atingidos pela reestruturação.


Foram colhidas durante a audiência uma lista de nomes e cargos de nomeações feitas em vários locais sob suspeita não terem dado prioridade aos funcionários que perderam os cargos. O Banco do Brasil ficou de analisar cada caso e responder MPT. O Banco também informou que hoje existem 2.300 funcionários que perderam os cargos e não foram realocados em nenhum outro. As procuradoras declararam encerrada a mediação e arquivará o processo assim que o Banco do Brasil juntar os documentos com as respostas sobre as nomeações.