Metade dos ataques em 2013 no Ceará foram de saidinhas/chegadinhas bancárias

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O Sindicato dos Bancários do Ceará registrou até o mês de abril deste ano um total de 47 ações contra bancos e/ou cidadãos. Dessas, metade dos ataques – 23 – foram de saidinhas/chegadinhas bancárias. Somente em abril foram 10 ataques contra cidadãos em Fortaleza e no Interior. Em comparação com os meses anteriores, abril também foi o que registrou o maior número de ataques: 17, contra 11 em março, nove em fevereiro e nove também em janeiro.


“O fato de metade dos ataques registrados em 2013 ter sido contra cidadãos reforça nossa reivindicação, bem como o Estatuto da Segurança Bancária, que prevê itens de segurança para proteger a população como portas giratórias antes do autoatendimento, biombos e divisórias que impeçam a visibilidade das transações dos clientes e câmeras de videomonitoramento internas e externas nas agências bancárias”, aponta o presidente do Sindicato dos Bancários, Carlos Eduardo Bezerra.


No dia 2/4, um policial militar foi baleado ao reagir a uma saidinha bancária em Maracanaú. Em Quixeramobim, um comerciante foi vítima de uma chegadinha bancária em frente à Caixa Econômica e teve R$ 35 mil levados pelos ladrões.


Em 5/4, a agência do Bradesco de Senador Pompeu foi assaltada por três homens armados que renderam clientes e funcionários e levaram todo o dinheiro do caixa, além de pertences de todos que estavam na unidade. Dois dias depois, 7/4, outra agência do Bradesco, dessa vez em Pacatuba, teve um caixa eletrônico explodido, mas os bandidos não conseguiram levar o dinheiro.


No dia 11/4, uma pessoa ficou ferida após uma tentativa de saidinha bancária em Fortaleza, no bairro São Gerardo, após saírem do Bradesco. As vítimas chegaram a ser abordadas, mas ao reagirem e uma delas ser baleada na boca, os ladrões fugiram sem levar o dinheiro. No dia 13/4, bandidos atacaram durante a madrugada uma agência do Banco do Brasil de Jijoca de Jericoacoara e explodiram dois caixas eletrônicos. Não havia vigilantes e os bandidos não tiveram dificuldades em colocar os explosivos.


No dia 16/4, dois homens numa moto atacaram um rapaz que havia acabado de sacar R$ 9.900,00 na agência do BB de Parangaba, em Fortaleza. Dois dias depois, 18/4, também no mesmo bairro, uma pessoa que havia sacado R$ 1,9 mil de uma agência do Bradesco também foi vítima de saidinha, entretanto, dessa vez, os assaltantes foram presos e o dinheiro recuperado.


Mais duas saidinhas bancárias e uma chegadinha aconteceram no dia 22/4, todas em agências do Bradesco, em Fortaleza. Ao todo foram roubados R$ 42 mil. No bairro São Gerardo, bandidos levaram dois mil de uma vítima que havia acabado de sacar o dinheiro do banco. Outra ação semelhante aconteceu na Grande Messejana, quando bandidos levaram R$ 10 mil de um homem. Já na Barra do Ceará, uma chegadinha foi praticada contra um homem que chegara para depositar R$ 30 mil.


Em 25/4 foram registradas duas ações no interior do Estado. Em Redenção, um grupo de assaltantes invadiu a Caixa Econômica Federal durante a madrugada, mas não chegaram a levar dinheiro da agência, apenas as armas dos vigilantes. Já em Acarape, também de madrugada, um grupo roubou cerca de R$ 100 mil de uma agência do Bradesco. A agência não possui sistema de segurança eletrônica ou mesmo vigilantes no interior do banco.


Mais duas ações foram registradas no dia 26/4: um idoso foi baleado no pé em uma saidinha bancária, no bairro de Fátima, em Fortaleza. Os bandidos levaram R$ 2 mil do idoso que havia sacado o dinheiro em uma agência do Bradesco. Em Juazeiro do Norte, um casal levou R$ 27 mil de uma mulher no centro da cidade.


No dia 27/4, bandidos arrombaram com um maçarico um caixa eletrônico do Santander no Pecém, em São Gonçalo do Amarante. A violação do caixa só foi percebida pela manhã, quando os primeiros clientes chegaram à agência.


E por último, no dia 29/4, um grupo de assaltantes tentou roubar um carro forte da empresa Corpvs em Maranguape. O carro deveria abastecer a agência da Caixa Econômica do município. Um dos vigilantes da empresa foi feito refém, mas foi liberado em seguida.