Mobilização defende educação de qualidade e trabalho decente

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Mais de dez mil manifestantes, vindos em caravanas de todo os recantos do País, enfrentaram o sol quente e o ar seco de Brasília para defender os direitos dos trabalhadores no 5 de setembro, Dia Nacional de Mobilização da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e data da VI Marcha Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública.


“Defendemos os 10% do PIB para a educação, o piso do magistério, carreira, e aprovação do Plano Nacional de Educação, porque são medidas imprescindíveis para o desenvolvimento do país, que dialogam com o presente e o futuro da nossa nação, da mesma forma que o combate à precarização e à terceirização”, declarou Carmen Foro, dirigente da executiva nacional da CUT, que coordenou a manifestação ao lado de Fátima Aparecida da Silva, da CNTE (Conferência Nacional dos Trabalhadores em Educação).


Os manifestantes organizaram ainda uma vaia para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que falou que os 10% do PIB para a educação iriam quebrar o país. A realização da marcha em plena Semana da Pátria demonstra que a independência só pode ser garantida pelos trabalhadores.


Para o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM), Paulo Kayres, a pressão das ruas tem tido cada vez mais um papel fundamental, como ficou demonstrado pelos avanços obtidos após as mobilizações e greves do setor público. “É preciso que haja sensibilidade do lado de lá. Nós ajudamos a eleger um governo democrático e popular que precisa garantir contrapartidas para a sociedade, como é o investimento na educação pública”, disse.


Pressão no Congresso – Durante a tarde foram marcadas várias audiências com parlamentares, onde os dirigentes da CUT e da CNTE levaram até o Congresso Nacional as suas reivindicações. O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, disse que além da pauta educacional, as entidades levaram até os deputados e senadores a sua pauta comum pelo fim do Fator Previdenciário, contra a idade mínima para as aposentadorias e a desoneração da folha de pagamento; contra a rotatividade no emprego – pela ratificação da Convenção 158 da OIT; por negociação coletiva no serviço público – regulamentação da Convenção 151 – e a revogação do Decreto 7777 – que institucionaliza a substituição dos servidores grevistas.


“Pedimos urgência em ações contra a precarização do trabalho, no combate às terceirizações e na luta pela igualdade de direitos. Precisamos urgente de trabalho decente”, concluiu Vagner.