Movimento grevista é forte em todo o Estado nos bancos estatais e privados

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A greve dos bancários do Banco do Brasil entrou ontem no 13º dia. O movimento está aquecido em várias unidades e a mobilização é visível em todos os corredores bancários da Capital. O percentual de paralisação dos funcionários do BB chega a mais de 93% em todo o Estado. Nas manifestações dessa terça-feira, 6/10, os dirigentes sindicais do SEEB/CE e os grevistas estiveram conversando com os funcionários da agência BB Estilo, da Avenida Virgilio Távora, em Fortaleza, que não aderiram à greve. Ali 15 gerentes estiveram reunidos durante toda a manhã e, do lado de fora, bandinhas de música, emboladores, faixas de cartazes deram o tom da indignação dos manifestantes.


O diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará, Bosco Mota, na agência BB Estilo, convocou todos os que ainda não aderiram à greve, e pediu que reflitam e participem das assembleias de avaliação realizadas diariamente na sede do Sindicato. Para Bosco, funcionário do BB, “a luta é coletiva e os resultados dependem do tamanho da nossa mobilização. Vamos mostrar nossa força aos banqueiros, pois só assim conquistaremos os avanços que estamos reivindicando”, disse.


As manifestações no Banco do Brasil na terça-feira, tomaram também as calçadas da agência da Aldeota (Super/BB), na esquina das Avenidas Santos Dumont com Desembargador Moreira. Ali aconteceram falações de bancários em greve e de clientes, em favor do movimento paredista. O sol quente não arrefeceu os ânimos.

NEGOCIAÇÕES SEM AVANÇOS – Após várias rodadas de negociação na mesa específica, a direção do BB não apresentou propostas relevantes à categoria. Embora tenha recuperado a liderança no mercado e obtido um lucro líquido de mais de R$ 4 bilhões no primeiro semestre de 2009, reivindicações como novo PCCS (plano de carreira, cargos e salários), plano odontológico e melhoria das condições de trabalho não tiveram avanços.


Ao mesmo tempo, o Comando Nacional dos Bancários aguarda a retomada das negociações com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), que foram interrompidas na sexta-feira, dia 2/10, sem que os banqueiros apresentassem uma proposta satisfatória ao movimento de greve e sem definir nova data para prosseguir com as negociações.