Movimento Sindical luta pela garantia de empregos no Real e Santander

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Os sindicatos dos bancários no Brasil estão em mobilização intensa desde que o Santander anunciou a compra do ABN Real. Tudo devido ao risco de acontecer demissão em massa de funcionários dos dois bancos, por causa da sobreposição de agências.


O movimento sindical está trabalhando em três frentes de luta. A primeira se dá através dos mecanismos de denúncia na imprensa e na Organização Internacional do Trabalho (OIT). Os gigantes mundiais do sistema financeiro não querem ter suas imagens abaladas.


A segunda visa à mobilização dos trabalhadores do ABN e do Santander no Brasil e no mundo. Os sindicatos estão unificando o discurso. Na prática, o movimento dos trabalhadores sabe da desvantagem dos bancários do Brasil, que não são assistidos pela Convenção 158 da OIT, que não foi renovada desde 1996 no governo FHC. Essa Convenção garante estabilidade de emprego, salvo por motivação de justa-causa, e respalda os trabalhadores no caso de fusões e incorporações de empresas.


A terceira frente objetiva a instrumentalização dos mecanismos de regulação de mercado, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Banco Central, órgãos de defesa do consumidor e o Parlamento, ficando assim assegurado que as entidades sindicais se utilizarão de todos os “remédios” jurídicos cabíveis dentro dos preceitos constitucionais.


A quarta e última via, a do Poder Judiciário, não fora citada como pilastra básica desse movimento, pois as entidades sindicais acreditam no caminho das soluções dos conflitos trabalhistas na relação entre as partes: banco e movimento sindical.