Mudança no modelo de custeio preocupa empregados

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Na reunião de retomada dos trabalhos do GT Saúde Caixa, realizada na quinta-feira (16/3), em Brasília (DF), a Contraf/CUT posicionou-se contrária às mudanças que a Caixa Econômica Federal tenta fazer no modelo de custeio do plano de saúde, com o propósito de reduzir drasticamente a participação do banco. Essa proposta, caso seja colocada em prática, vai inviabilizar financeiramente o Saúde Caixa.


Atualmente, contemplada pelo último acordo aditivo, a regra de custeio prevê que todo procedimento assistencial de saúde usado pelo empregado no plano seja custeada em 70% pela empresa e 30% pelo conjunto dos trabalhadores. Mas a Caixa quer estabelecer um teto de gastos baseado em percentual da folha de pagamento dos empregados, proposta considerada inadmissível pelos representantes da Contraf/CUT no GT paritário do plano de saúde.


Em 26 de janeiro, a Caixa divulgou comunicado informando reajustes nas contribuições que entrariam em vigor a partir de 1º de fevereiro. O valor das mensalidades passaria de 2% para 3,46% da remuneração base, o percentual de coparticipação seria elevado de 20% para 30%, e o limite de coparticipação anual de R$ 2.400 sofreria reajuste para R$ 4.209,05. O aumento está suspenso desde 31 de janeiro por força da liminar da 22ª Vara do Trabalho de Brasília (DF), em ação ajuizada pela Fenae, a Contraf-CUT e sindicatos de todo o pais.