Mudança proposta pelo governo no estatuto é golpe!

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A mudança no estatuto da Caixa Econômica Federal, proposta pelo governo e submetida ao Conselho de Administração do banco, configura um golpe, segundo o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, Dionísio Reis.


Qualquer alteração proposta por este governo ilegítimo nesse momento é um verdadeiro golpe. Na última vez, tentaram fazer uma reforma estatutária, inclusive transformando a Caixa em S.A, e conseguimos impedir. Agora querem permitir que os diretores venham do mercado, e não do corpo de empregados da Caixa. Quaisquer novas diretrizes devem ser determinadas por quem for eleito pelo povo.


A reunião que aprovou a alteração do estatuto foi realizada no dia 17/9, mas a medida, para vigorar, precisa ser aprovada em Assembleia Geral do banco, ainda sem data marcada.  A presidenta do Conselho, Ana Paula Vescovi, indicação política do então ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vem inclusive tencionando os demais membros a aceitarem as mudanças.


A representante dos bancários, Rita Serrano, por outro lado, já marcou sua posição contra este retrocesso e contra possíveis mudanças no estatuto que afetem negativamente o banco público.


O QUE MUDA – As mudanças no estatuto propostas permitiriam que diretorias da área de controle (Jurídica, Auditoria e Corregedoria) fossem ocupadas por não concursados do banco. A proposição gerou manifestações de repúdio de entidades como Fenae, Apcefs, Advocef e Sindicatos de bancários.


Esta iniciativa já havia sido rechaçada pelos empregados e suas entidades representativas em 2017. Em maio deste ano, a imprensa ventilou o retorno da proposta, o que gerou ações populares contra conselheiros. Em agosto, o Conselho de Administração anunciou que os próximos vice-presidentes serão escolhidos em processo seletivo externo, conduzido por consultoria privada.


“Somos contra este retrocesso e contra possíveis mudanças no estatuto que afetem negativamente o banco público. Além disso, essa iniciativa já havia sido rechaçada tanto por empregados como pelas entidades representativas no ano passado”
Marcos Saraiva, diretor do Sindicato e da Fenae