Negociação específica sobre igualdade e segurança não avança

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A rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, realizada dia 1º/9, em Brasília, pouco avançou nos temas sobre igualdade de oportunidades e segurança bancária. O BB não apresentou propostas efetivas dos itens que constam na minuta de reivindicações.


Gedip – Antes do início das discussões dos temas previstos, o Comando cobrou informações sobre as mudanças nos parâmetros de cobrança no programa de Gestão de Disciplina de Pessoal (Gedip). Os bancários cobram uma mesa específica sobre Gedip para debater os mecanismos de apuração de responsabilização pecuniária em casos de falha em serviço, onde tem acontecido cobranças indevidas, que são descontadas direto ao trabalhador por meio do processo automatizado. O movimento sindical reivindica a inclusão de um processo de defesa no Gedip.


PCMSO – O Comando Nacional reivindicou melhorias nos procedimentos do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). Em municípios onde não existe a possibilidade de realização do exame, os representantes dos trabalhadores cobram a cobertura de custos de locomoção e abono do dia, se não houver o cumprimento do contrato do PCMSO.


Adicional de periculosidade e condições de trabalho – Vários funcionários do BB sofrem com condições adversas de trabalho em regiões que ficam mais expostas a condições com risco à saúde, como refinarias. O movimento sindical reivindicou a extensão aos bancários que trabalham nesses locais de risco o adicional de periculosidade conquistado pelos vigilantes em legislação específica.


Segurança bancária – O funcionalismo reivindica que todas as agências tenham todos os quesitos de segurança. Outro item da pauta específica é a atualização da indenização para funcionários que sofreram assaltos, sequestro ou extorsão. No Programa de Assistência às Vítimas de Assalto e Sequestro, a reivindicação é que os funcionários participantes tenham a opção de escolher a unidade de preferência para retornar ao trabalho.


Tratamento para vítimas de assédio – O Comando e a Comissão de Empresa propuseram a criação de um programa de atendimento posterior para as vítimas de assédio moral e sexual comprovados. Os negociadores não avançaram no tema com a justificativa de que já existem os Comitês de Ética do banco.


Igualdade de oportunidades – No tema sobre igualdade de oportunidades, o BB disse que não pode discutir a cláusula de concessão de licença-prêmio para todos os funcionários com a justificativa de que o Dest não libera a implementação. De acordo com o banco, o Departamento não concorda em avançar para férias de 35 dias para todos os funcionários com mais de 20 anos na carreira. O movimento sindical também pediu isonomia de direitos para os bancários que atuam no exterior, bem como a garantia de representação desses trabalhadores.


“Nos surpreendeu e nos frustrou muito o fato do BB repassar para o Dest os problemas e não apresentar soluções nos dois itens pendentes dos pós-98, licença-prêmio e férias de 35 dias após 20 anos. Essas diferenças têm sido objeto de grande insatisfação dos funcionários”
Gustavo Tabatinga, diretor do Sindicato e funcionário do BB