Negociação específica sobre PPR e aditivo não avança

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Uma nova rodada de negociação entre a Comissão de Empresa dos funcionários do Santander (COE Santander) e o banco, ocorrida na última quarta-feira, dia 10/12, acabou em impasse a respeito do valor mínimo do Programa de Participação nos Resultados (PPR). O banco se negou a melhorar a proposta de elevar o valor para R$ 660,00, já apresentada anteriormente.


Durante a negociação, os bancários voltaram a cobrar uma maior valorização para o funcionalismo, principais responsáveis por aumentar os lucros da empresa.


Outra reivindicação dos bancários que ficou sem resposta foi a extensão das cláusulas sociais do acordo aditivo do Santander para os funcionários do Real. O banco alegou que ainda está estudando os impactos da reivindicação. Para o Sindicato dos Bancários, não há motivos para o banco não cumprir essa solicitação, já que se trata de temas sociais.

Fusão – Na última segunda-feira, dia 15/12, as COEs de Santander e Real se reuniram com os dois bancos para nova rodada de negociação sobre o processo de fusão e a manutenção dos empregos. Para reforçar a pressão sobre a empresa, os funcionários dos dois bancos em toda América Latina realizaram um protesto conjunto na sexta-feira, dia 12/12, dentro da Semana Internacional de Lutas, organizada pela UNI (Union Network International, sindicato global do qual a Contraf/CUT é filiada). No mesmo dia, os bancários entregam um documento para a diretoria do Santander em que reivindicam a manutenção dos empregos e a assinatura de um acordo marco com a direção mundial do grupo.