Negociação sobre igualdade emperra. Comando propõe projeto de segurança

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Na rodada de negociações da Campanha 2012, realizada no dia 21/8, com a Fenaban, em São Paulo, não houve avanços em relação às reivindicações sobre igualdade de oportunidades nas empresas. Na discussão sobre segurança bancária, os representantes dos bancos disseram que consultarão seus superiores sobre proposta do Comando de elaboração de projeto-piloto conjunto para prevenir assaltos e sequestros.


Segurança bancária – O Comando Nacional apresentou as principais preocupações da categoria com relação à segurança bancária, tema que interessa também aos vigilantes, aos clientes e à sociedade. Os representantes dos bancários mostraram os dados da 3ª Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, elaborada pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e Contraf-CUT, com apoio técnico do Dieese.


Para combater essa insegurança, o Comando Nacional defende a proibição da guarda das chaves e acionadores de alarmes para evitar sequestros, fim do transporte de numerário por bancários, instalação de equipamentos como a porta giratória e medidas de prevenção contra assaltos, sequestros e extorsões, estabilidade ao empregado vítima desse tipo de violência, além de adicional de risco de morte de 30% do salário para quem trabalha em agências, postos e áreas de tesouraria.


O Comando propôs a elaboração conjunta de um projeto-piloto, em cidade ou região a ser definida, para experimentar propostas dos bancários para a melhoria da segurança, como portas de segurança, biombos e fim da guarda das chaves por bancários e vigilantes, dentre outras demandas.


Resposta dos banqueiros – Os negociadores da Fenaban se comprometeram a levar a proposta para apreciação dos bancos e que disseram que trarão uma resposta até o final da campanha nacional.


Igualdade de oportunidades – O Comando Nacional reivindicou da Fenaban a inclusão na Convenção Coletiva dos planos de ação dos bancos de combate às discriminações, elaborados a partir do Mapa da Diversidade. Defendeu também a realização de um novo censo na categoria para avaliar se as medidas em defesa da igualdade de oportunidades estão produzindo resultados.


Resposta dos banqueiros – Os bancos, no entanto, recusaram todas as propostas. O Comando ainda propôs a inclusão dos planos de ação dos bancos na Convenção Coletiva, mas a Fenaban rechaçou a proposta, afirmando que isso “engessaria” as iniciativas das empresas.