Negociação sobre PCS não registra avanços

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A rodada de negociação entre a Contraf/CUT, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e a Caixa Econômica Federal, ocorrida dia 23/4, em Brasília (DF), não trouxe avanços significativos para a elaboração de uma proposta de unificação do Plano de Cargos e Salários (PCS).


A Caixa reafirmou não abrir mão em vincular a adesão ao PCS à opção pelo saldamento do REG/Replan e Novo Plano da Funcef. Os representantes dos empregados disseram que vão continuar a luta para retirar esse pré-requisito da proposta da Caixa.


A Caixa continuou defendendo a proposta de que a avaliação de desempenho para progressão na carreira seja vinculada ao cumprimento de metas, como um dos critérios para a promoção por merecimento. A empresa também rechaçou a adoção de critérios objetivos como formação acadêmica, cursos de pós-graduação ou de aperfeiçoamento profissional, conforme defendido pela Contraf/CUT e CEE/Caixa.


Os representantes dos empregados levaram à mesa de negociação a proposta de que fosse adotado um processo cruzado de avaliação, no qual o chefe seja avaliado pelos seus subordinados e estes avaliem também seus colegas e promovam uma auto-avaliação. Foi proposto ainda que sejam estabelecidos outros critérios a ser escolhidos pelos próprios empregados em cada unidade, de modo a dar caráter democrático para todo esse processo. Ficou acertada a criação de uma comissão mista para a elaboração e o acompanhamento do processo de avaliação por mérito. A Caixa também acatou a proposta de criar instrumentos que permitam uma avaliação cruzada entre empregados e gestores, como forma de compor os critérios para a progressão na carreira.


A Contraf/CUT – CEE/Caixa reivindicou ainda a redução no número de referências da tabela proposta. Há a expectativa de que seja adotada uma tabela em torno de 40 níveis ao invés do 72 propostos pelo banco. As cláusulas sobre os direitos colidentes serão melhores explicitadas pela Caixa na reunião que ficou agendada para o dia 30/4.