No BNB, gestão tucana causou sérios danos à Instituição

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Autoritarismo, perseguições políticas a funcionários, sindicalistas e aposentados, transferências e demissões, assédio moral, retirada de direitos e desmonte operacional e financeiro com prejuízos de cerca de R$ 8 bilhões. Este foi o saldo da gestão tucana à frente do Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB) no período compreendido entre março de 1995 e fevereiro de 2003.


Naquela época, o BNB foi presidido pelo senhor Byron Queiroz, apadrinhado político do então governador Tasso Jereissati, do PSDB, partido do à época Presidente FHC. Foi uma fase de ações terroristas tenebrosas que resultaram na demissão de mais 600 trabalhadores do BNB e, direta ou indiretamente, provocaram as mortes de dezenas de aposentados da Instituição.


Muitos dos danos causados pelos tucanos aos benebeanos e à sociedade nordestina foram recuperados a partir do governo Lula, por meio de ações na justiça, através da luta e da mobilização dos trabalhadores e também por políticas de governo voltadas ao fortalecimento financeiro e institucional do Banco. Assim é que todos os benefícios subtraídos arbitrariamente dos funcionários (licença-prêmio, anuênios, promoções, folgas etc.) foram reconquistados, bem como a situação dos aposentados foi recuperada mediante acordo.


O BNB, por decisão das administrações petistas, foi bastante revigorado. De um saldo de aplicações em torno de apenas R$ 240 milhões em dezembro de 2002 saltou, ao final de 2013, para um saldo de aplicações superior a R$ 20 bilhões. Esse resultado foi sendo alcançado progressivamente, mas durante a administração da presidente Dilma deu o maior salto de toda a sua história.


Na área de recursos humanos, o BNB, que havia encolhido durante os dois mandatos tucanos a ponto de ao final de 2002 ter o seu número de funcionários reduzido à metade (cerca de três mil servirdores), principalmente no governo Dilma, ampliou significativamente o seu efetivo de pessoal concursado que hoje atinge cerca de sete mil.


Essa alavancagem na quantidade de empregados da Instituição foi motivada pelo dinamismo cobrado por Lula e Dilma às ações do BNB em áreas voltadas aos que mais precisam – agricultores familiares, micros e pequenos empreendedores – e veio junto com a expansão da rede de agências do Banco que era de 181 unidades em 2002 e hoje já ultrapassa a casa das 300 agências em toda a sua área de atuação. Nesse contexto, o Ceará sobressai-se como o estado nordestino mais bem contemplado.


Esse é um breve resumo do que foi e do que hoje é o BNB. Na verdade revela a intenção dos tucanos de se apropriar dos recursos do Banco em benefício próprio (escândalo das verbas destinadas à compra da fábrica da Coca-Cola do Rio Grande do Norte, por Tasso Jereissati, foi só um para refrescar a memória) e que resultou em prejuízo de R$ 8 bilhões aos cofres da Instituição. O objetivo de FHC, Tasso, Byron e Cia. era simplesmente extinguir o BNB.


Graças a ascensão de Lula à presidência, o BNB escapou de ser dizimado e hoje ostenta patrimônio invejável do ponto de vista financeiro e humano. Patrimônio esse potencializado no Governo Dilma, permitindo o ingresso de milhares de jovens nos quadros de carreira da Instituição e o cumprimento de todos os acordos com aumentos reais e novos benefícios conquistados pela categoria bancária em nível nacional.