No Brasil é lei: ensinar para a igualdade

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Como diz Nelson Mandela, ninguém nasce odiando o outro pela cor de sua pele. Se é possível ensinar para o ódio, também é possível ensinar para o amor. Mas, no Brasil, o caminho a percorrer ainda é longo.

Para se ter uma idéia do tamanho das desigualdades no País, basta olhar o Relatório de Desenvolvimento Humano Brasil 2005 – Racismo, Pobreza e Violência, publicação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), lançado em 2005.

No Brasil, o movimento negro focou sua luta na questão das cotas no ensino superior, um exemplo de ação afirmativa. Para a socióloga da Universidade Católica da Bahia e ativista do movimento negro Luiza Barros, a política de cotas tem um papel importante principalmente na inclusão na universidade.

“Não vejo de que outra forma poderíamos reverter essa desigualdade”, sustenta. Ela lembra ainda de outras iniciativas menos comentadas, mas fundamentais, como a implementação da Lei nº 10.639, que modifica a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) para incorporar a cultura e a história africana ao currículo escolar.