Nova diretoria do Sindicato do Ceará toma posse para o triênio 2012/2015

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A nova diretoria do Sindicato dos Bancários do Ceará foi empossada nesta quarta-feira, 29/8, para o triênio 2012/2015. A solenidade aconteceu na sede da entidade, acompanhada de um café da manhã. Estiveram presentes os diretores da chapa vencedora “Vamos!”, além de Fábio Antônio Zuntini, presidente da Comissão Eleitoral, e Will Pereira, Secretário de Finanças da CUT-CE. Segundo a nova diretoria, o desafio da gestão nos próximos anos é fortalecer a categoria e avançar ainda mais nas conquistas, principalmente em relação à saúde do trabalhador e segurança.


Reeleita, a diretoria renovou parte de seus integrantes para iniciar uma nova geração de sindicalistas. O presidente do Sindicato, Carlos Eduardo Bezerra, acredita que essa renovação aliada à experiência dos diretores mais antigos será importante para oxigenar a luta da categoria. “Renovando parte da direção, podemos manter um diálogo muito próximo com a categoria para que possamos tanto ter a luta ideológica de transformação da sociedade, como também a presença muito próxima com as demandas do cotidiano do trabalhador bancário e traduzir isso num processo de organização para o debate com o sistema financeiro.


Quanto aos desafios para os próximos anos, o presidente aponta: cumprir uma proposta de fortalecimento da organização dos trabalhadores e da unidade da categoria para estabelecer uma política de avanço na contratação de direitos, na questão da remuneração, mas acima de tudo ter avanços na questão da segurança e da saúde. “Vamos continuar a discutir uma unidade na ação com outras centrais sindicais e outros sindicatos, tanto dos bancários como de outras categorias, para criar propostas que possam ser, inclusive, assumidas pela sociedade. Tivemos exemplo disso nas campanhas que fizemos nas questões do assédio moral, da isonomia e da segurança”, afirma Carlos Eduardo.


O diretor Gabriel Motta afirma que o principal desafio para os próximos anos é contemplar as necessidades e reivindicações da categoria. “É estar concatenado, saber exatamente qual o nosso limite e onde nós podemos avançar. Nós temos que avançar muito mais. Primeiro, fazendo a luta classista. Não se curvando ou não se deixando levar por balelas de governo e de banqueiro. Depois, eu acho que essa gestão em especial deveria contribuir com a cidade. Isso significa, por exemplo, contribuir fomentando a cultura e o esporte, principalmente porque se avizinham as Olimpíadas, uma Copa do Mundo. Então, tem esse mote”, diz.


Tomaz de Aquino, também diretor do Sindicato, acredita que a prioridade é mostrar para os bancários a importância de se organizar para superar as dificuldades do sistema financeiro. “Nós vivemos um momento diferenciado, onde a economia vai bem, mas os trabalhadores não vão tão bem. Eles não recebem os mesmos benefícios que a economia como um todo recebe. Principalmente os trabalhadores de classe média e do serviço público que têm sido muito relegados. Existe uma política geral de distribuição de renda que só atinge aqueles mais vulneráveis, que é uma política correta, mas por outro lado não chega a atingir de uma forma plena a classe média, a classe que nós representamos. Então o desafio é continuar mobilizando a categoria para as lutas dos bancários e dos trabalhadores”.