NOVEMBRO É O MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA

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Novembro é o mês da Consciência Negra, que marca ações para lembrar e destacar a luta dos negros contra a discriminação racial e a desigualdade social. O Dia da Consciência Negra é comemorado em todo país no dia 20 de novembro, dia da morte do líder Zumbi dos Palmares, que lutou contra a escravidão no Nordeste. A celebração busca a reflexão sobre a posição dos negros na sociedade. Afinal, as gerações de afro-brasileiros que sucederam à época da escravidão ainda convivem com preconceito e discriminação social.


Quase metade da população negra possui empregos informais, cerca de 46,9%, conforme os dados mais recentes, deste ano, segundo o IBGE. Em contrapartida, o percentual entre brancos é de 33,7%. Pesquisa do Instituto Ethos, realizada em 2015, deixa mais evidente a enorme desigualdade entre brancos e negros no mercado de trabalho. Segundo o Instituto, que analisou as 500 empresas de maior faturamento do Brasil, os negros representam apenas 4,7% do quadro executivo e 35,7% do quadro funcional dessas organizações. Em cargos de gerência, eles são 6,3%, e entre estagiários e trainees, representam 28,8% e 58,2%, respectivamente.


O racismo estrutural do Brasil afeta principalmente as mulheres negras no âmbito do acesso ao serviço público e ao mercado de trabalho. A mulher negra em uma situação de pobreza muitas vezes tem que gerir a casa e cuidar dos filhos sozinha. Isso dificulta a inserção dela no mercado de trabalho.


ACESSO A UNIVERSIDADES – Segundo matéria publicada recentemente pelo Correio Braziliense, apesar da menor presença da população negra no mercado de trabalho formal, pela primeira vez no Brasil, jovens negros são maioria nas universidades federais, baseando-se em pesquisa divulgada em maio pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Eles representam 51,2% dos estudantes de universidades públicas. De acordo com a Andifes, o crescimento na quantidade de estudantes negros se deu principalmente com a Lei de Cotas (Lei 12.711/12), que estabelece que 50% das vagas de universidades e instituições federais de ensino técnico de nível médio sejam reservadas a estudantes de escolas públicas. A lei também reserva vagas para pretos, pardos e indígenas, correspondente à porcentagem dessas populações, nas universidades estaduais.