Novo gerenciador de atendimento causa transtorno na agência da Caixa, em Messejana

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O novo modelo de gerenciador de atendimento criado pela Caixa Econômica Federal, onde o cliente não pode passar mais de 15 minutos para ser atendido, não passa de enganação. Existem três tipos de atendimento nas agências da Caixa, que são CR – Caixa Rápido; CC – Caixa Comum e CP – Caixa Preferencial, todos controlados eletronicamente. Os clientes da agência da Caixa de Messejana reclamam do novo sistema e chegam a afirmar que o sistema de filas antigo era melhor, mais eficiente. Na última sexta-feira, dia 5/8, o movimento da agência de Messejana registrou recorde de superlotação. Os bancários, por sua vez, denunciam que há muita pressão pelo cumprimento dos 15 minutos, que não pode ser nivelado para todos atendimentos.


Denunciam os bancários que esse novo sistema, além da disputa, causa pressão sobrehumana aos trabalhadores negando o slogan da Campanha Nacional deste ano – “Queremos emprego decente”. Os empregados denunciam que as pressões vêm desde a direção geral da empresa, passando pelos supervisores, gerentes, transformando o dia a dia numa grande competição. Mas, os empregados deixam bem claro que não só o formato do gerenciador de atendimento que provoca essa disputa, essa pressão, essa sobrecarga nos caixas executivos, mas o assédio dos gestores.


Os empregados se dizem tão pressionados desde a implantação do novo gerenciador de atendimento, que estão adoecendo e teve casos já de diferença nos caixas, pois o trabalhador no desespero de cumprir o horário, o tempo mínimo de atendimento, pode incorrer em erro, para seu prejuízo.


O diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará, Marcos Saraiva, faz críticas ao modelo e denuncia que faltou discussão da Caixa com a representação dos empregados. Denuncia também o assédio moral ora praticado e conclama todos os bancários para fortalecerem a Campanha Nacional deste ano cujo tema central é “Queremos Emprego Decente”.

O QUE É ASSÉDIO MORAL – o médico e professor doutor Álvaro Crespo Merlo (RS), destaca o assédio moral, como ameaça ao trabalhador. Para Merlo, os bancos são um dos piores exemplos que existem em se falando de violência no ambiente de trabalho, ocasionada principalmente pelo assédio moral. O assédio moral está sendo usado como instrumento de gestão pelas empresas. Os funcionários são humilhados e forçados a um processo de mutação. O assédio moral, em casos extremos, pode levar ao suicídio, segundo o especialista. O trabalhador é pressionado pelos chefes a “funcionar” como uma máquina. A empresa diz ao trabalhador que ele é uma pessoa importante, que precisa dele. Entretanto, o funcionário sabe que, a qualquer momento, o colocam para fora de função na mesma hora.