Novo texto proposto por Temer mantém distorções e não combate privilégios

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Na tentativa de aprovar de qualquer jeito o fim da aposentadoria para milhões de brasileiros, que não conseguirão se adequar as restrições impostas pelas novas regras, o governo já modificou várias vezes o texto da reforma da Previdência. O novo texto, diz o governo do ilegítimo e golpista Michel Temer corrige distorções. E é com essa mentira que Temer está pressionando a Câmara dos Deputados a aprovar as mudanças de regras, rejeitada por mais de 85% dos brasileiros, segundo pesquisa CUT/Vox Populi.


“A proposta apresentada pelo relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA), insiste em mudar apenas nos critérios de acesso, com cortes de direitos, quando deveria abordar também a cobrança aos grandes devedores, o combate à sonegação e aperfeiçoamento na gestão dos recursos”, afirma o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio. Segundo ele, a forma mais eficaz para equilibrar as contas da Previdência é a criação de empregos formais.


“Os dados recentes divulgados pela Receita Federal dão conta que grandes empresas no Brasil devem mais de R$ 450 bilhões”, diz Clemente.  “Temos mais de 13 milhões de pessoas desempregadas que não contribuem. Se estivessem ocupadas contribuindo sobre um salário mínimo, por exemplo, já gerariam mais de R$ 30 bilhões de arrecadação para à Previdência”.