Para bancários da Caixa, Dilma sinaliza maiores transformações

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Os brasileiros decidiram seguir em frente com as transformações iniciadas no governo do presidente Lula. E foram além. Romperam a barreira do preconceito e elegeram pela primeira vez uma mulher para a Presidência do Brasil. A partir de 1º de janeiro de 2011, Dilma Rousseff assumirá a tarefa de tocar a obra erguida pelo ex-operário que chegou à Presidência pelos braços do povo. O alicerce do projeto em construção combina crescimento econômico com distribuição de renda e redução da desigualdade social.


Nos oito anos de governo Lula, 24 milhões de brasileiros saíram da pobreza absoluta e 31 milhões ascenderam à classe média. Mas há ainda no País cerca de 20 milhões de pessoas vivendo em condições de extrema carência. Em seu primeiro pronunciamento à Nação, a presidente eleita reafirmou a meta de erradicação da miséria no País nos próximos quatro anos. Estão também entre os desafios ao governo Dilma garantir educação e saúde de qualidade, água e esgoto tratados, moradia e emprego, entre outros.

REPRESENTAÇÃO DOS BANCÁRIOS DA CAIXA – A Fenae está entre as milhares de representações dos trabalhadores e da sociedade que enxergaram na eleição de Dilma Rousseff a certeza de que o Brasil seguirá o caminho das mudanças, para enfrentamento e superação das mazelas sociais, com desenvolvimento ambientalmente sustentado. Durante a campanha, as representações dos bancários da Caixa (Fenae/CDN, Fenacef, Fenag, Contraf/CUT) subscreveram documento em apoio à então candidata Dilma, no qual apontam também as “Linhas gerais para a Caixa seguir mudando”. O manifesto ressalta o papel da empresa no desenvolvimento econômico e social do País, especialmente no que se refere à implantação dos programas sociais e das políticas públicas em saneamento básico e habitação.


“Hoje, a Caixa é o maior banco público da América Latina. Há espaço para que a empresa amplie ainda mais a sua participação como instrumento eficiente em termos de compatibilização de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento urbano e às reais necessidades da população”, diz o texto. O documento aponta não apenas a necessidade de sintonizar a empresa com as transformações que se referenciam no novo projeto para o Brasil, “mas também com concepções e práticas que sejam igualmente transformadoras no plano interno, sobretudo no que se refere à democratização da gestão e à reorientação da política de recursos humanos”.


Entre as observações feitas está a de que “a Caixa conserva ainda injustiças remanescentes da política de recursos humanos do período em que estava sendo desmontada para a privatização”, como o fato de existir em seus quadros pessoas em situações diferenciadas. A isonomia de direitos é apresentada como problema tanto entre empregados da ativa como em relação aos aposentados.


Igualmente relevante é o desafio para contrapor-se à carência de pessoal na empresa, que já há algum tempo acarreta sobrecarga de trabalho, extrapolação da jornada e deterioração das condições de saúde e de vida dos bancários. A Fenae entende a luta por contratação de mais empregados se soma à necessidade de a Caixa superar seus problemas estruturais.


Com esse posicionamento, a Fenae se mantém no lugar onde sempre esteve: ao lado dos trabalhadores e em defesa da Caixa como banco estatal, público e múltiplo, com suas ações voltadas prioritariamente para atender as demandas sociais e de infraestrutura do País.


A participação dos empregados é vital para a Caixa avançar no processo de democratização de sua gestão. Para eliminar as muitas barreiras para a participação efetiva dos trabalhadores, as representações dos bancários defendem a eleição de representantes dos empregados para o Conselho de Administração e para o Conselho Diretor da empresa. Isso é fundamental para a concretização do papel proativo dos trabalhadores e de suas representações, desembocando no exercício permanente do diálogo, em busca de soluções que reflitam pactos efetivos, amplos e duradouros.