Paralisação exige afastamento de gerente assediador do Banco do Brasil

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Desrespeitados, humilhados e assediados moralmente. É dessa forma que os funcionários do Banco do Brasil da Pontes Vieira, em Fortaleza, estão se sentindo durante o período de trabalho. O culpado: o Banco do Brasil, que permite que o gerente da unidade, Marcos Tadeu, pratique assédio moral. E foi com o objetivo de dar fim às atitudes antiéticas do gerente praticadas no BB, que os dirigentes do Sindicato dos Bancários do Ceará organizaram uma paralisação na agência na última quinta-feira, 20/8.


No período de 10h às 11h, além de muita palavra de ordem e indignação, os dirigentes do Sindicato retardaram o início do atendimento na unidade. Antes da manifestação, no entanto, eles explicaram a situação aos clientes e tiveram o apoio irrestrito de todos os bancários da agência, que se mostraram bastante insatisfeitos com as práticas truculentas do gerente Marcos Tadeu. “Tem gente que trabalha chorando”, afirmou um deles.

Segundo o diretor do Sindicato e funcionário do BB, Bosco Mota, o gerente já tem um grande histórico de denúncias por maus tratos contra bancários. Ele informou que Marcos Tadeu já passou por outras várias agências no Estado e, em todas, teve inúmeras reclamações de assédio moral por parte dos funcionários. Bosco disse ainda que, mesmo depois de ter passado por um período de reeducação na Gepes (Gestão de Pessoas do Banco do Brasil), ele não apresentou nenhuma melhora na relação com os colegas de trabalho. “É preciso que o banco tome uma providência imediata”, cobrou Bosco.


Durante o ato, o presidente eleito do SEEB/CE e funcionário do BB, Carlos Eduardo, fez questão de ressaltar a atitude corajosa dos trabalhadores do banco em apoiarem a manifestação. Ele declarou também que, como Marcos Tadeu é “reincidente”, é necessário que medidas mais drásticas sejam tomadas pela direção do banco no Estado. “Nós queremos o afastamento do gerente. Ele não tem condições de continuar no cargo. Se nada for feito, faremos uma nova paralisação por duas horas na próxima semana e na outra semana por três horas, se for preciso”, disse.


Depois do ato, os dirigentes tiveram uma breve reunião com o gerente de administração da Super, Luiz Antônio Shueber, onde explicaram toda a situação e cobraram providências imediatas contra o gerente Marcos Tadeu por quebra do código de ética do Banco do Brasil. “Existe um consenso de que o perfil do gerente não condiz com o que a própria empresa prega”, avaliou Carlos Eduardo. “Essa não é uma questão nova. Ele já extrapolou os limites”, completou. Posteriormente, os dirigentes entregaram uma correspondência aos Superintendentes em que detalham todas as denúncias contra o gerente.