Paralisação na agência Montese protesta contra falta de condições de trabalho

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O Sindicato dos Bancários do Ceará paralisou durante toda a quinta-feira, dia 12/3, a agência do Santander na Av. Gomes de Matos, no bairro Montese. A unidade enfrenta problemas antigos de poucos funcionários para atender a demanda gerando sérias dificuldades para os funcionários e um atendimento deficitário para a clientela.


De acordo com o diretor do Sindicato e funcionário do Santander, Eugênio Silva, a unidade tem um quadro fixo de 12 funcionários, entretanto, quando algum entra de férias ou de licença médica, o banco não remaneja a totalidade do pessoal ausente, sobrecarregando quem fica na agência e gerando um verdadeiro caos no atendimento a clientes e usuários. A unidade já chegou a operar com cerca de metade do quadro comprometendo as condições de trabalho no local.


“Mesmo com o quadro completo, a agência não consegue atender a contento, imagine com a metade do quadro de pessoal e ainda tem de cumprir as metas estabelecidas pelo banco. A consequência dessa situação é o adoecimento dos funcionários”, afirma o diretor Eugênio Silva.


Retorne Bem – O Santander apresentou dia 10/3 o programa “Retorne Bem” como sendo uma ferramenta para auxiliar bancários em processo de volta de licença a reassumir sua vida profissional. Na prática, porém, as entidades sindicais enxergam que o instrumento não é executado como descrito, funcionando apenas como uma forma de administrar a questão dos afastados e se resguardar de eventuais procedimentos jurídicos. A apresentação foi feita em reunião do Fórum de Saúde e Condições de Trabalho, ocorrida em São Paulo. Em resposta, na mesma reunião, os trabalhadores protocolaram carta expondo o porquê do entendimento e pautando soluções.


De acordo com os sindicalistas, o programa deixa o trabalhador sem saída. Se adere, não tem garantias que as suas limitações serão consideradas e respeitadas. Se não adere ou quer sair, tem de assinar um documento de recusa, dando margem para o banco argumentar que é o trabalhador que não quer ser auxiliado. Há também falta de transparência com os documentos, já que o trabalhador não recebe cópia do que assinou, seja adesão ou recusa.


“O Sindicato já recebeu várias reclamações quanto à precarização das condições de trabalho e de atendimento na agência, por isso realizamos essa paralisação para chamar a atenção da direção do banco. Queremos mais contratações para atender dignamente a população e o respeito aos bancários que trabalham nesta e em outras agências que passam pela mesma situação”
Eugênio Silva, secretário de Saúde do Sindicato dos Bancários do Ceará e funcionário do Santander