Participantes repudiam ataques de Temer aos fundos de pensão

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Os representantes dos 3,5 milhões de participantes ativos, aposentados e pensionistas, reunidos no XIX Congresso Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão, manifestaram grande preocupação com o momento político e econômico brasileiro e com os rumos da previdência social e complementar em nosso país.


Denunciam que os direitos e conquistas dos trabalhadores brasileiros são eliminados sistematicamente, em uma demonstração clara de favorecimento aos grandes capitalistas e os ataques são direcionados diariamente, sobretudo, aos segmentos mais pobres da população. Além disso inúmeras empresas públicas estão sendo preparadas para a privatização, como Correios, Petrobrás, Eletrobrás, Caixa, Banco do Brasil estão na mira dessas políticas de redução do papel do Estado.


DELIBERAÇÕES – Os participantes do XIX Congresso da Anapar deliberaram: continuar a luta contra a Reforma da Previdência; lutar pela democratização dos fundos de pensão e pela paridade em todas as instâncias de decisão sem voto de qualidade; exigir da Previc e dos patrocinadores que cumpram a legislação; lutar pela volta do Ministério da Previdência Social;  lutar contra a aprovação do PLP 268/2016, que reduz a representação dos participantes e entrega a gestão do patrimônio ao mercado financeiro; defender a aprovação do PLP 84/2015, que propõe a paridade em todos os órgãos de gestão dos fundos de pensão sem voto de qualidade e aumenta o poder de decisão e fiscalização dos participantes; defender a permanência do piso de um salário mínimo para todo benefício previdenciário; defender o Conselho Fiscal em oposição à interferência de auditorias que usurpem as suas funções e encarecem a administração dos planos de previdência; ser contra a unificação da Previc e da Susep, que procura favorecer o capital financeiro; lutar contra as decisões da Previc de impedir a posse de dirigentes eleitos.


“É preciso organizar estas lutas em várias frentes e fortalecer o movimento de defesa da previdência pública e complementar”
Plauto Macedo, diretor do SEEB/CE