Pauta dos funcionários defende emprego, remuneração, saúde e condições de trabalho

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A minuta de reivindicações específicas dos funcionários do Banco do Brasil foi entregue no dia 11/8, ao presidente do BB, Paulo Cafarelli e ao vice-presidente de Varejo e Pessoas, Paulo Ricci, em São Paulo, sendo marcada pela cobrança do movimento sindical para que a direção da empresa valorize a mesa única que discute a pauta geral da categoria com a federação dos bancos (Fenaban).  A pauta contempla as propostas aprovadas no 27º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, que aconteceu entre os dias 17 e 19/7.


Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT disse, “reafirmamos o que o nosso otimismo está fundamentado na nossa mobilização e na nossa unidade, disposta a negociar, mas pronta para lutar. Entregamos um pedido e aguardamos a merecida valorização e o reconhecimento do nosso trabalho”.


A importância dos bancos públicos para o desenvolvimento do País foi enfatizada pelos representantes do funcionalismo do BB, pois antes da crise internacional de 2008, os bancos públicos respondiam pela concessão de 34% do crédito no Brasil, atualmente chega a 57%. É uma política que auxilia a economia a crescer, gerando emprego e renda. Por isso defendemos que BB, Caixa e demais estatais sejam fortalecidos cada vez mais, disseram.


E isso passa também pela valorização dos funcionários, com remuneração maior e melhorias nas condições de trabalho em agências e departamentos. Assim, é fundamental que haja respeito à mesa única com a Fenaban, além de negociações produtivas nas questões específicas no BB.




“Agora vamos começar as negociações, sabendo que o banco tem condições de atender às nossas reivindicações de remuneração, emprego, igualdade, saúde e condições de trabalho. É fundamental nossa mobilização e nossa unidade. Só a luta te garante!”

Jannayna Lima, diretora do Sindicato e funcionária do BB



PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL:


Remuneração e Condições de Trabalho – Unidade na política de aumento real de salários, com o mesmo índice de reajuste aprovado por toda a categoria. Plano de Carreira e Remuneração (PCR) com aumento nas promoções por mérito e inclusão de escriturário, piso equivalente ao salário mínimo do Dieese, e aumento de 6% entre as faixas na tabela de antiguidade, com mérito maior e para todos. Fim do assédio moral e das metas abusivas; respeito à jornada de trabalho e inclusão dos 15 minutos de descanso para mulheres dentro da jornada.


Cassi – Realização de fórum nacional sobre saúde e fortalecimento do modelo assistencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF), com a ampliação de cobertura do déficit da Cassi pelo Banco do Brasil.

Manutenção do princípio de solidariedade e inclusão de funcionários oriundos de bancos incorporados pelo BB para que sejam assistidos na ESF.

Melhorias na eficiência do Exame Periódico de Saúde (EPS), além de mais autonomia na estrutura do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMIT).

Maior número de ausências permitidas de todos os funcionários e das pessoas com deficiência (PCD).


Previ – Instalação de mesa de negociação sobre o Economus (Instituto de Seguridade Social da Nossa Caixa); fim da resolução 26, para que o superávit do plano de previdência seja investido na melhoria dos benefícios; fim do voto de Minerva no Conselho Deliberativo e a implantação de teto para os benefícios, já que os diretores do banco se aposentam ganhando muito mais que os demais funcionários.


SAC e CABB – Adoção de intervalos de ao menos 30 segundos entre as ligações, criação de regras para que os funcionários utilizem a “pausa estresse” e mais contratação de pessoal.

Máximo de três perfis nas telas dos terminais, com rodízio dos programas entre os funcionários a cada ano. Além disso, o fim das anotações negativas devido a demora por falhas no sistema.


Resistência – Luta contra a privatização do BB e demais empresas públicas e contra o PLP 268 que acaba com a eleição de diretores e reduz o número de representantes dos participantes dos conselhos deliberativos e fiscal.

Resistência à reforma da previdência proposta pelo governo interino e defesa de uma previdência pública solidária e universal, que garanta aposentadoria integral a todos os trabalhadores.


Sistema Financeiro Nacional – Resgate social do banco público, com ênfase na defesa da democracia e das empresas públicas, além de sua importância como fomentador de desenvolvimento.

Regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal que trata do Sistema Financeiro Nacional.