Pela inclusão das pessoas com deficiência

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A vida de exclusão das pessoas com deficiência inicia-se, muitas vezes, dentro da própria família. Quando a família aceita com naturalidade a presença de uma pessoa com deficiência, essa pessoa também aceita e supera com naturalidade sua deficiência. Quando não, gera abandono e isolamento no seio familiar, por um lado, ou a superproteção, por outro. A exclusão continua nas brincadeiras infantis, aprofunda-se na impossibilidade do acesso à escola ou no pouco tempo de permanência nos bancos escolares, que compromete a formação profissional, repercutindo na obtenção de trabalho e renda. Continua na idade adulta, com a impossibilidade de constituição e manutenção de uma família. E, termina com o abandono na idade avançada. É um verdadeiro roteiro de exclusão.

No entanto, há diversas formas de mudar esse cenário: primeiro, entender a deficiência como uma diferença, assim como há pessoas gordas e magras, brancas e negras etc, há pessoas com deficiência/sem deficiência; por isso a deficiência não deve ser entendida como doença, nem como fatalismo ou incapacidade. Depois, entender a deficiência como uma questão social, que envolve todos nós; não como uma questão individual, só da pessoa com deficiência. O que causa incapacidade é a não adequação dos ambientes.

A sociedade deve entender que os objetivos das políticas públicas para esse segmento da população passa pela garantia dos direitos e pela inclusão social; pelo fim do preconceito; possibilitando a acessibilidade, eliminando as barreiras arquitetônicas, adaptando o transporte coletivo e implementando um sistema de comunicação inclusiva para as pessoas cegas (sistema Braille) e para as pessoas surdas (Libras – língua brasileira de sinais), além da promoção da dignidade com ações voltadas para a geração de emprego e renda. Dessa forma, a sociedade vai promover a inclusão das pessoas com deficiência.

CNBB – Tendo em vista toda a análise da realidade da vida dessas pessoas e motivada pelo tema “Fraternidade e pessoas com deficiência”, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) escolheu a inclusão de deficientes como enfoque principal da Campanha da Fraternidade deste ano. Com o lema “Levanta-te e vem para o meio”, a CNBB propõe uma reflexão sobre a realidade social e a problemática enfrentada pelas pessoas com deficiência, bem como a história de suas lutas e conquistas.

COMO TRATAR OS DEFICIENTES FÍSICOS CORRETAMENTE

• Conversar normalmente com os deficientes, falando sobre todos os assuntos, pois é bom para eles saberem das coisas mesmo que não possam ouvir, ver ou participar.

• Permitir que o deficiente desenvolva ao máximo suas potencialidades, ajudando-o apenas quando for realmente necessário.

• Chamar o deficiente pelo nome, como se faz com qualquer outra pessoa.

• Tratar o deficiente como alguém capaz de participar da vida em todos os sentidos.

• Conscientizar-se de que as limitações de um deficiente são reais, e muitas vezes ele precisa de auxílio.

• Confiar no deficiente. Ele conhece melhor do que ninguém suas limitações e capacidades.

• Deixar que o deficiente visual segure no braço ou apóie a mão no ombro de quem o guia.

• Atravessar o deficiente visual sempre em linha reta, para que ele não perca a orientação.

• Permitir que o deficiente realize sozinho suas tarefas, mesmo quando lhe pareça impossível. Só se deve socorrê-lo em caso de perigo.