Pesquisa chega ao BB Bezerra de Menezes

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Os resultados da pesquisa nacional sobre assédio moral foram apresentados aos funcionários do BB da Bezerra de Menezes em 6/7. Após mediação na DRT entre a Super/CE e o SEEB/CE, o encontro já ocorreu no BB da Aerolândia e Maracanaú (Região Metropolitana de Fortaleza).

Na ocasião, estiveram presentes os diretores do SEEB/CE Leirton Leite, Eugênio Silva e Bosco Mota. Regina Maciel, assessora de Saúde do Sindicato, falou sobre os resultados da pesquisa nacional sobre assédio moral que foi desenvolvida pelo Sindicato dos Bancários de Pernambuco em parceria com a (Contraf) e Fundo para Igualdade de Gênero (FIG).

Na ocasião, Regina mostrou que os bancários apontaram, na pesquisa, alguns fatores que podem resultar no assédio moral, como o excesso de trabalho, reclamado por 19,66%. Um total de 12,73% afirma que o chefe prejudica a sua saúde. A chefia dá instruções confusas e imprecisas para 10,35% e, para 9,51%, os gestores pedem trabalhos urgentes sem nenhuma necessidade.

Também foram citadas formas mais comuns de assédio moral sofrida pelos bancários: o chefe não lhe cumprimenta e nem fala mais com o subordinado; atribui erros imaginários; bloqueia o andamento dos trabalhos; manda cartas de advertência protocoladas; impõe horários injustificados; ignora a presença do bancário na frente dos outros; fala mal do funcionário em público; manda executar tarefas sem interesse; circula maldades e calúnias; transferência de setor para isolar o bancário; proíbe os colegas de falar ou almoçar com o empregado e até força o trabalhador a pedir demissão.

O Sindicato está programando para o início de agosto um evento para a apresentação da pesquisa nacional sobre assédio moral.