Pesquisa mostra setembro como o mês de menor taxa de desemprego na Grande Fortaleza

8


Os indicadores do mercado de trabalho medidos pela Pesquisa de Emprego e Desemprego da região metropolitana de Fortaleza (PED-RMF) apontam o mês de setembro como a menor taxa mensal de desemprego em 2013, com um índice de 7,7% de desemprego total. Se comparado a agosto quando a taxa foi de 7,9%, houve aumento da ocupação e redução do número de desempregados. Esta foi a menor taxa histórica registrada para o nono mês do ano, segundo a PED.


O estudo foi divulgado dia 30/10 pelo Dieese, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), onde consta que o número de desempregados na RMF somou 140 mil em setembro – três mil a menos que no mês anterior (-2,1%) e 20 mil abaixo do contingente de desempregados em setembro do ano passado (-12,5%).


Para Ediran Teixeira, coordenador da PED no Dieese, a melhora no cenário do mercado de trabalho está relacionada ao início do aquecimento da economia, que é uma característica da época de fim de ano.


Por setor de atividade econômica, aumentou o número de postos de trabalho na Indústria (11 mil ou 3,6%) e, em menor intensidade, no setor de Serviços (5 mil ou 0,6%) e na Construção (1 mil ou 0,7%). Ao longo de um ano, porém, o desempenho do serviços também deixou a desejar. Entre setembro de 2012 e 2013, o segmento fechou 24 mil vagas, enquanto o comércio eliminou cinco mil. Neste mesmo período, os setores da construção civil e da indústria de transformação geraram 11 mil e 10 mil vagas, nessa mesma ordem.


Desigualdade entre os gêneros – A pesquisa também registrou um fator negativo. As mulheres ainda são as mais apenadas no mercado de trabalho local, tanto em relação à dificuldade de inserção como pela diferença de salários.


De acordo com levantamento do analista de mercado do IDT, Mardônio Costa, entre janeiro e setembro, a taxa de participação média masculina no mercado de trabalho da RMF ficou em 66,3% contra a média feminina de 48,9%. Na prática, ele explica que num grupo de dez homens em idade ativa, sete deles estão inseridos no mercado de trabalho local. Enquanto isso, apenas cinco dentre dez mulheres em idade ativa, estão inclusas. “No universo dos ocupados, a participação feminina cai para 45,1%, mas quando se trata dos desempregados, as mulheres representam 56%. Isto significa que elas estão mais expostas ao desemprego”, explica o analista de mercado do IDT.


Outro fator que revela a desigualdade entre sexos no mercado de trabalho da RMF é a remuneração. Em agosto, enquanto o rendimento médio real dos ocupados do sexo masculino foi estimado em R$ 1.261,00, a renda média das mulheres foi calculada em R$ 914,00, o que significa que as mulheres recebem 72,5% do salário do rendimento médio masculino para desempenhar a mesma função. Por hora trabalhada, as mulheres ganham cerca de 20% a menos em relação à remuneração dos homens.