Pesquisa vai medir a dimensão do problema na categoria bancária

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O Sindicato dos Bancários do Ceará, em parceria com a professora e doutora em Sociologia Lydia Brito, realizará uma pesquisa sobre assédio moral com a categoria bancária.

Já estão sendo providenciados os formulários, para iniciar brevemente a fase de distribuição e respectivo recolhimento.

O Grupo coordenador dos trabalhos, composto pelos diretores Eugênio Silva, Moacir Melo, Tomaz de Aquino, pela professora Lydia Brito e pela assessora de Saúde do Sindicato, Regina Maciel, deve se reunir em breve para definir toda a organização dos trabalhos. A distribuição dos questionários e o respectivo recolhimento serão feitos pelos diretores, obedecendo aos prazos estabelecidos pelo Grupo Coordenador.

A pesquisa foi proposta por Lydia e vai abranger uma das categorias mais atingidas pelo assédio moral. O Sindicato recebe constantemente denúncias sobre assédio moral provenientes de diversas unidades na capital e interior. A maioria é alusiva às pressões por metas abusivas, constrangimentos, humilhações, entre outros fatos.

Assédio Moral – é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-a a desistir do emprego.

Centro de Estudos – durante o I Encontro dos Novos Trabalhadores do Ramo Financeiro ficou deliberada instalação de um Centro de Estudos, para bancários e sindicalistas em geral, onde serão debatidos temas inerentes ao ramo financeiro e ao mundo do trabalho, tais como: novas formas de gestões de pessoas, debates sobre conjuntura política e econômica, assédio moral etc.


O QUE A VÍTIMA DEVE FAZER

Resistir: anotar com detalhes todas as humilhações sofridas (dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam, conteúdo da conversa e o que mais você achar necessário).

Dar visibilidade, procurando a ajuda dos colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que já sofreram humilhações do agressor.

Organizar. O apoio é fundamental dentro e fora da empresa.

Evitar conversar com o agressor, sem testemunhas.

Procurar o Sindicato e relatar o acontecido para diretores e outras instâncias como: médicos ou advogados do Sindicato, assim como: Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos e Conselho Regional de Medicina.

Recorrer ao Centro de Referência em Saúde dos Trabalhadores (CEREST) e contar a humilhação sofrida ao médico, assistente social ou psicólogo.

Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.