Plenária da CUT debate Congressos Estaduais e Nacional

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Na última terça-feira, 13/3, foi realizada, na sede do Sindicato dos Bancários do Ceará, uma plenária envolvendo vários dirigentes sindicais da CUT Ceará. Estavam presentes, entre as principais lideranças, o presidente estadual da CUT, Jerônimo do Nascimento, e a secretária geral da entidade, Joana Almeida.


O objetivo foi traçar algumas metas para os Congressos Estadual e Nacional da CUT (CECUT e CONCUT) que acontecem em breve. “Essa plenária antecede o Congresso da CUT, tanto o nacional quanto o estadual. E enquanto dirigente da CUT, membro do campo que comanda a CUT, somos nós que norteamos as políticas e é importante estarmos sempre dialogando”, analisa Jerônimo. “Em 2012, a principal meta é a realização do Congresso da CUT, tanto o estadual quanto o nacional, tirar as diretrizes políticas de construção da Central para o próximo período e eleger a nova diretoria dentro desse cenário de pluralidade e da unidade da CUT. Nós vamos traçar todo um plano de lutas para desenvolvermos nos próximos três anos. Esse ano fazemos 29 anos de luta política e de transformação da sociedade brasileira”, reforça Joana Almeida.


Jerônimo destacou ainda algumas pautas importantes para os trabalhadores no ano de 2012, tais como: a redução da jornada de trabalho; a votação no Congresso Nacional sobre a lei contra o trabalho escravo; o trabalho decente e a Conferência Nacional do Trabalho Decente e, sobretudo as eleições municipais. “Esse ano serão definidas as prefeituras municipais e nós, da CUT, que representamos os trabalhadores em cada município, também contribuiremos com esse processo, pois apresentaremos uma pauta voltada para os trabalhadores para que nossos sindicatos possam entregar, em seus municípios, aos candidatos a prefeito e aos candidatos a vereadores”, explica.


Quanto à pluralidade de centrais sindicais nos últimos tempos, Jerônimo afirma que é preciso atuar com responsabilidade. “Isso faz parte da democracia e nós lutamos para que essa pluralidade existisse. Nada mais justo que aqueles que, estando em uma estrutura e não concordando com ela, saiam e criem uma nova organização. Agora, há que se criar isso com responsabilidade. Acredito que a CUT tem feito seu trabalho com muita responsabilidade e tem se fortalecido por isso. Estamos chegando aos 29 anos em 2012, com força e poder de representação, mas nada contrário a quem quer se organizar”, conclui.