PLR sem IR injeta R$ 866 milhões na economia, projeta Dieese

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Os funcionários do Banco do Brasil na sexta-feira (8/3) e os do BNB, na terça-feira, 12/3 receberam os valores relativos à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e encerraram o ciclo de pagamentos das principais instituições financeiras referentes à conquista da Campanha Nacional dos Bancários 2012.


Assim como os demais trabalhadores, os funcionários do BB e do BNB também usufruíram da conquista da nova tabela do imposto de renda que garante isenção total para pagamentos da PLR, incluindo programas próprios, de até R$ 6 mil. A partir desse valor, os descontos são progressivos, mas todos pagam menos.


De acordo com projeções do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), a mudança representa uma economia de cerca de R$ 866 milhões aos bancários.


Para chegar a esse montante, o órgão comparou as tabelas de 2012 e a que entrou em vigor neste ano. Dessa forma, para valor médio de R$ 11 mil para 497 mil bancários em todo o País, o governo arrecadaria R$ 1,127 bilhão neste ano. Mas com as novas alíquotas, o montante cai para R$ 290 milhão. É a diferença nas arrecadações que gera o total de R$ 866 milhões.


Segundo relatos de bancários, a economia neste ano permite que sejam feitas reformas na casa, investimentos em cursos de qualificação, pagamento de contas atrasadas entre outros gastos imediatos.


Se de um lado o governo abre mão de arrecadação, de outro esses mesmos recursos voltam para a economia por meio de aquisição de bens e melhora da qualidade de vida dos bancários e de outros trabalhadores que também terão isenção na PL, isso se configura em distribuição de renda, aumento do poder de compra do assalariado, ampliação de consumo. Ou seja, todo o País é beneficiado.


Uma outra estimativa do Dieese aponta que a PLR total paga a trabalhadores de bancos públicos e privados injetou cerca de R$ 4,9 bilhões na economia nacional.


Campanha – Para que a campanha da PLR sem IR – lançada no final de 2011 por bancários, metalúrgicos, químicos, petroleiros e urbanitários – fosse vitoriosa foi fundamental a adesão dos trabalhadores ao movimento. Entre as iniciativas houve a coleta de cerca de 200 mil assinaturas – das quais 117 mil dos bancários – para que fosse aprovado projeto de lei do deputado federal Ricardo Berzoini (PT/SP), que propunha a isenção total para a PLR dos assalariados.


Como fica – Quem recebe até R$ 6 mil ao ano, incluindo programas próprios, fica isento de IR. Os descontos são progressivos a partir desse valor. As novas regras só valem para a PLR recebida em 2013. Ou seja, os valores pagos como primeira parcela de 2012, creditados dez dias após a assinatura da convenção coletiva, não serão restituídos.