Poder aquisitivo do brasileiro aumenta

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Pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), da Fecomércio – Ceará, mostra que a expectativa e o poder de compra dos brasileiros cresceram. 68,62% avaliam que o Brasil está passando por momentos melhores que há um ano, enquanto que apenas 18,79% acham que a situação está pior.

A expectativa de compra dos brasileiros esse mês aumentou 8,42% em relação ao mês de novembro do ano passado. Para os entrevistados, a sensação de desemprego em queda e o cenário político favorável foram os principais motivos que justificam o otimismo para consumir.

A estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) é de que cerca de R$ 34 bilhões sejam injetados na economia brasileira nos últimos meses do ano, devido ao pagamento do 13º salário. Esse montante, cerca de 1,69% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, diz respeito aos trabalhadores do mercado formal, inclusive os empregados domésticos, e beneficiários da Previdência Social.

Segundo o Dieese, o total de pessoas que recebe o benefício é cerca de 2,7% superior ao de 2005, sendo que aproximadamente 1,6 milhão de pessoas passaram a receber o 13º em 2006, por ter requerido aposentadoria ou pensão, por ter sido incorporado ao mercado de trabalho ou por ter formalizado o vínculo empregatício.

De uma lista de quinze produtos adquiridos, os mais citados pelos entrevistados foram artigos de vestuário e calçados, aparelhos de televisão, computadores, geladeiras, aparelhos de celular e móveis. 64,61% dos entrevistados acham que esse período do ano é bom para a compra de eletrodomésticos, enquanto que apenas 6,94% considera uma época péssima para a aquisição desses produtos.

Exemplos – A auxiliar de enfermagem, Geruza Corrêa foi ao Centro de Fortaleza analisar os preços e as ofertas de eletrodomésticos. A certeza: o dinheiro no bolso; a dúvida: comprar uma TV ou um som. Na sacola, o filho de Geruza já segura o video-game que ganhou da mãe. “Eu estou estudando as promoções. Eu acho que os preços baixaram muito por causa desse novo governo. As pessoas passaram a comprar mais”, opina Geruza.

A funcionária pública aposentada Lúcia Colares avalia os preços de microondas. Ela também faz uma análise positiva da economia. “O Centro está aglomerado, porque as pessoas estão podendo comprar mais. Isso é por causa da maior distribuição de renda, devido ao Bolsa Família”, avalia.