Poucos avanços marcam rodada de negociação com o Banco

25

Mais uma rodada de negociação sem grandes avanços foi o saldo da reunião entre a Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB/Contraf-CUT) e a Superintendência de Desenvolvimento Humano do Banco. Na ocasião foram discutidas as cláusulas de Previdência e Sindicais, além de várias pendências de reuniões passadas.

MINUTA ESPECÍFICA – As cláusulas referentes à previdência (planos de previdência complementar, contribuição sobre 13º da Capef, Democratização da Capef e Aporte de Recursos para a Capef) foram todas destacadas para discussão posterior.


Com relação às cláusulas sindicais, a Comissão Nacional destacou os seguintes pontos: delegados sindicais, ausências no período de greves, liberação de dirigentes sindicais, liberação de dirigentes da AFBNB e contribuições de associados, abono de participação sindical e perdas passadas. Por sua vez, o Banco destacou: quadro de avisos, malote, conexão na intranet e retorno de dirigentes sindicais e da AFBNB. O acordo entra as partes só ocorreu nas cláusulas: desconto assistencial (fica como está no atual acordo coletivo) e com relação à vigência do acordo. Já a cláusula referente à assinatura do acordo juntamente com a Convenção Coletiva foi negada pelo Banco que alegou só assiná-lo mediante autorização do Dest e sugeriu a retirada da cláusula do acordo coletivo. Quanto aos passivos trabalhistas, o Banco propôs que a cláusula não constasse em acordo, pois já vem realizando reuniões específicas com as direções dos sindicatos onde há passivos para solucionar as questões.

ESTUDO DA CRO E TERCEIRIZAÇÕES – Cobrado pela CNFBNB/Contraf-CUT sobre a situação das Centrais de Retaguarda Operacional, o Banco informou ainda não ter concluído o estudo que vem realizando, mas prevê que até o final de janeiro os trabalhos estejam finalizados para serem apresentados à Comissão Nacional. Quanto às terceirizações, o Banco afirmou estar fazendo um levantamento sobre os casos.

EXTRAPOLAÇÃO DE JORNADA E PONTO ELETRÔNICO – A Comissão denunciou que recebe constantemente queixas quanto à extrapolação de jornada, especificamente em agências do interior do Ceará. O Banco informou que vai verificar os casos. Cobrado quanto à instalação do ponto eletrônico, que sanaria o problema da extrapolação, o Banco disse que está num processo de escolha do sistema.

TRANSPORTE IRREGULAR DE VALORES – A CNFBNB/Contraf-CUT alertou para o perigo do transporte de valores por funcionários do Banco, que afirmou já ter recomendado os gestores contra esse procedimento e informou já estar estudando a contratação de uma empresa para realizar esse tipo de tarefa. A orientação do Banco é que os funcionários não devem fazer esse tipo de procedimento.

COMISSÃO DE ASSÉDIO MORAL – A Comissão Nacional cobrou a instalação da Comissão de Assédio Moral no BNB, de acordo com o que diz o aditivo à Convenção Coletiva dos Bancários 2010/2011. O Banco informou que está se inteirando sobre o aditivo para estudar a melhor forma de implementá-la.

DIRETOR REPRESENTANTE – A CNFBNB/Contraf-CUT enfatizou ainda que a lei federal 12.353, que prevê um representante dos trabalhadores no Conselho de Administração das empresas públicas com mais de 200 funcionários, deve ser cumprida no BNB. O Banco ficou de verificar as especificidades da lei e voltar a conversar sobre o tema na próxima reunião, agendada para o dia 17/2.