Presidente do Sindicato fala da luta em prol da nossa categoria

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O bancário Marcos Aurélio Saraiva Holanda, empregado da Caixa Econômica Federal, assumiu a presidência do Sindicato dos Bancários no final de 2004. Marcão, como é conhecido, sempre foi um ativo militante, tendo participado de lutas históricas dos empregados da Caixa, como a conquista das 6 horas, participou da luta contra as demissões da RH 008 e de várias outras questões de interesse do funcionalismo.

Formado em Direito, Marcão assumiu a presidência do Sindicato para trabalhar pela categoria como um todo e sua luta tem sido incansável pela melhoria do atendimento à população e garantia de mais segurança, tanto para os bancários como para clientes. Num trabalho sério e transparente, Marcão tem buscando uma maior aproximação com a base da categoria e ampliado sua participação na luta dos bancários de todo o País, ao participar efetivamente das mobilizações em nível nacional.

Tribuna Bancária – Como você avalia esse primeiro ano de gestão no Sindicato dos Bancários?
Marcos Saraiva
– O movimento sindical bancário brasileiro passa por processo de fortalecimento e estivemos participando ativamente dele. Antes, no Governo FHC, a categoria sofreu muitas perdas, foram muitas baixas nos postos de trabalho. O movimento sindical viu essa e outras questões com muita firmeza , visando garantir os direitos dos trabalhadores. Também neste ano enfrentamos outras lutas importantes como a campanha salarial, na busca por novas e maiores conquistas para a categoria. Sem esquecer, é claro, da grande batalha contra a privatização do Banco do Estado do Ceará.

TB – A defesa do BEC contra a privatização foi uma das grandes bandeiras de luta do Sindicato em 2005?
MS
– Exatamente. Apenas este ano tivemos três leilões barrados, graças a liminares concedidas ao Sindicato. Travamos uma batalha jurídica e política juntamente com a sociedade, na tentativa de manter o BEC como instituição de fomento de desenvolvimento para a região. Este ano, a batalha de liminares começou em fevereiro. Tivemos derrotas, mas também conquistas e vitórias ao longo de 11 anos em defesa do BEC como banco público e patrimônio do povo cearense.

TB – Qual sua avaliação da Campanha Salarial?
MS – Enfrentamos uma campanha salarial difícil apesar de não ter tido o desgaste da greve de 2004, que se estendeu por 28 dias. Foram interditos proibitórios, na tentativa de impedir a ação grevista, afora o clima tenso nas negociações, mas as conquistas vieram, resultado da intensa participação da base em todo o Estado. A organização da categoria foi uma das principais preocupações do sindicato que adotou a estratégia de aprofundar a discussão com os trabalhadores. É importante ressaltar que com a política de negociações permanentes a campanha não se encerrou. Ela seguirá com discussões das questões específicas com cada banco público e privado, para que sejam alcançadas outras melhorias prementes da categoria.

TB – Como avalia o ano de 2006 diante das eleições gerais?
MS – Vivemos um momento de reconstrução do movimento sindical, que veio de um período recessivo do governo FHC, quando os trabalhadores foram esmagados pela política neoliberal. Precisamos, como parte da sociedade pensante deste país, estar vigilantes contra atentados políticos que possam trazer prejuízo à classe trabalhadora. Devemos eleger pessoas com compromisso político, com proposta de governo democrático, popular e de respeito à classe trabalhadora.

TB – O que o bancário pode esperar para 2006?
MS – Um ano de muita luta para dar continuidade aos avanços que o movimento vem conquistando nos últimos três anos, além de um enfrentamento com a direita. Os trabalhadores terão que fazer uma leitura correta contra a ofensiva tucana para que o Brasil possa seguir a trilha do crescimento para todos, com mais igualdade social, sendo um País para os trabalhadores.