Pressão por metas descomissiona e causa doenças no funcionalismo

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De maneira abusiva, a cobrança por metas no Banco do Brasil está ocorrendo solta sobre o funcionalismo. Como se não bastasse a pressão do dia-a-dia, as cobranças por metas e mais metas atingem todas as dependências do banco. O último caso foi registrado pelo Sindicato dos Bancários do Ceará na quinta-feira, dia 7/7, quando um gerente geral de unidade no interior do Estado perdeu a comissão por desempenho insatisfatório alegado pelo banco. Sem saída, o gerente vai pedir aposentadoria.


O Sindicato vem registrando aumento no número de reclamações e denúncias sobre cobranças das metas, o que torna preocupante a situação dos colegas que trabalham, principalmente, em cidade com população de pouco poder aquisitivo. Como vender para quem não pode comprar? Eis a questão.


A política do Banco do Brasil consiste na chamada pirâmide da pressão: a direção exige a superação de metas das superintendências, que exigem dos gerentes das agências, que por sua vez cobram dos demais funcionários. Essa política de metas abusivas traz transtornos também à saúde dos funcionários, pois já há denúncias de trabalhadores com sérios problemas de insônia, pânico, alcoolismo e distúrbios mentais, além do grande uso de medicamentos por parte dos funcionários.


“O Sindicato avisa aos funcionários do BB que está pronto a atender qualquer bancário que se ache prejudicado pela política de metas do banco. Nós estamos aqui para ajudar e todo aquele que estiver enfrentando problemas desse tipo dentro da sua agência deve procurar o Sindicato urgentemente para tomarmos as medidas cabíveis”, alerta Bosco Mota, diretor do SEEB/CE.