Provisões injustificáveis para créditos de liquidação duvidosa ocasionam a menor antecipação de PLR no BNB

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Desde que a PLR foi conquistada no BNB, há mais de 10 anos, nunca uma antecipação do benefício foi tão insignificante como a que foi depositada no último dia 13 de novembro nas contas dos funcionários. Míseros R$ 680,78 chegam a revoltar, principalmente quando se recorda o elevado montante pago em abril deste ano, referente à segunda parcela da PLR de 2014.


A vilã no caso são as chamadas PDDs (provisões para créditos de liquidação duvidosa), que cresceram no primeiro semestre deste ano 165,6%, passando de R$ 204,1 milhões em junho de 2014 para R$ 541,9 milhões em junho de 2015. Com isso, o lucro líquido do Banco despencou de R$ 326 milhões no primeiro semestre de 2014 para apenas R$ 158,4 milhões, com expressiva queda de 51,5% na comparação entre um período e outro.


Estribada nessa realidade e talvez não acreditando na recuperação desse quadro desfavorável, a direção do BNB, a despeito do inconformismo manifestado pelos dirigentes sindicais, fincou pé na antecipação somente da 1ª parcela da PLR Social. Disso não abriu mão, alertando, inclusive, para a dificuldade do cumprimento das cláusulas econômicas da Convenção Coletiva Nacional, ou seja, reajuste de 10% nos salários e 14% no cartão e cesta alimentação, e suas respectivas diferenças.


Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (DIEESE), a elevação das provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDDs) promovida pela diretoria do BNB é injustificável, pois vai na contramão do crescimento dos ativos da Instituição no período (11,4%) e ainda mais não se justificam dada a redução das taxas de inadimplência que se mantiveram extremamente baixas, ficando em 1,1% (redução de 0,14% no semestre analisado).


O Sindicato dos Bancários do Ceará, diante da análise do DIEESE, está questionando a direção do BNB sobre as razões de tão elevadas provisões e espera que as PDDs no segundo semestre deste ano venham a ser divulgadas com transparência, a fim de que não afetem o lucro líquido do exercício de 2015.


A expectativa dos trabalhadores do BNB é por reversão nessas provisões de forma a assegurar lucro no exercício capaz de garantir o pagamento integral da parcela final da PLR 2015, de acordo com o previsto na Convenção Coletiva Nacional.