Quadrilha assalta agência do Banco do Brasil em Monsenhor Tabosa

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Cinco homens fortemente armados assaltaram, no início da tarde, por volta das12h30 do último dia 29/6, a agência do Banco do Brasil da cidade de Monsenhor Tabosa, no Sertão Centro Oeste. Os bandidos invadiram a agência, renderam os funcionários, ameaçaram os clientes e conseguiram levar dinheiro do banco.


Na fuga da quadrilha, quatro pessoas foram levadas como reféns, entre elas a gerente da agência do BB, outro bancário e dois clientes, sendo obrigados a entrarem no carro Frontier que esperava a quadrilha do lado de fora do banco. A gerente e os demais reféns foram libertados na saída do município. De acordo com o Comando de Policiamento do Interior (CPI), a quadrilha agiu sem efetuar disparos. O grupo fugiu em direção ao município de Boa Viagem. Os policiais militares de cidades vizinhas foram mobilizados para tentar prender os bandidos, mas nenhum deles foi localizado.


Esse foi o oitavo assalto a agências do Banco do Brasil no interior em 2010. Somente este ano foram assaltados 12 bancos no total. Telmo Nunes, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará, que esteve na agência de Monsenhor Tabosa após o assalto, juntamente com os diretores Bosco Mota e Eugênio Silva, disse que a situação de medo toma conta dos bancários naquela região do Sertão Centro Oeste.


“Os bancários vivem com medo e levam uma rotina apreensiva nos vários municípios, tais como Santa Quitéria, Nova Russas, Ipu, Catunda e Monsenhor Tabosa. O terrorismo está instalado no interior”, disse Telmo. Ele lembra que somente este ano de 2010, foram assaltadas as agências do Banco do Brasil de Piquet Carneiro, Orós, Saboeiro, Nova Russas, Banabuiú, Pedra Branca, Novo Oriente e Monsenhor Tabosa.


Bosco Mota denuncia a falta de segurança pública e isso tem gerado aumento no número de assaltos no interior do Estado. “Sem segurança pública, fica mais fácil para os bandidos atuarem à vontade”, disse Bosco. O diretor do SEEB/CE Eugênio Silva enfatiza que “é de fundamental importância que os bancários, vítimas de assalto a bancos, cobrem das instituições financeiras a emissão da CAT, documento este que resguarda os bancários de consequências advindas dos assaltos”.