Reaberta negociação sobre proposta de plano de carreira

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A intransigência do Banrisul materializada na ideia de que não voltaria a montar uma mesa de negociação para debater mudanças necessárias na proposta de seu Plano de Carreira, cristalizada na reunião de 29/5, deu lugar a um compromisso sete dias depois. Diretores que representaram o banco na negociação de quinta-feira, dia 6/6, na sede da Fetrafi-RS, em Porto Alegre, não só concordaram em voltar a negociar o Plano de Carreira com os representantes dos banrisulenses como passaram a considerar avanços na proposta.


O banco reconheceu que a proposta de 16/4 deixou os banrisulenses inseguros em razão das lacunas. Portanto, acenaram com a possibilidade de mudanças. Entre as questões que ficaram em aberto estão os critérios de promoção por merecimento e o número de vagas que serão reservadas a essas promoções por mérito.


Entre as mudanças, os representantes sindicais reivindicam três pontos cruciais que estão interligados: o enquadramento de quem for migrar para o novo Plano de Carreira deve ser por tempo de carreira e não por salário, como quer o banco. As outras divergências dizem respeito à distância entre o início e o topo da carreira, ao interstício (promoção por tempo) e ao step (percentual aplicado a cada promoção por tempo) e aos critérios de promoção por mérito.


Como está, a proposta de Plano de Carreira da direção do Banrisul dá mais importância ao mérito para controlar as promoções e regular o número de vagas por merecimento ao desempenho financeiro. “Nossa divergência é uma questão de conceito. Queremos valorizar o tempo. A direção valoriza demasiadamente o mérito”, acrescenta Mauro.


Aos banrisulenses está sendo oferecida uma proposta pior do que se tem hoje em termos de programa de cargos e salários e muito aquém dos avanços que a proposta dos trabalhadores contempla. “Não somos contra o mérito, desde que ele seja menos do que ele é. O mérito não pode ser o critério mais importante de promoção, porque temos problemas de avaliação no banco”, disse a diretora da Fetrafi-RS, Denise Corrêa.