Recomposição de dívidas do CDC continua só na promessa

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Apesar da expectativa gerada pela área de negócios do BNB sobre o anúncio em 1º de setembro de medida visando a recomposição de todos os empréstimos do tipo CDC contraídos por funcionários e aposentados da Instituição, a verdade é que tudo continua apenas como promessa.


O Sindicato dos Bancários do Ceará foi informado pela administração do Banco que existe a proposta de repactuação em novo prazo, com carência de três meses e taxas de juros diferenciadas, mas sua aprovação depende de decisão da Diretoria, prevista para a última reunião do colegiado na semana passada, o que acabou não acontecendo.


O fato é frustrante, mas não pega mais ninguém de surpresa, pois já está se tornando corriqueiro no âmbito do BNB, segundo o Sindicato. Burocracia, falta de sensibilidade para com o endividamento do funcionalismo e visões equivocadas sobre o que pode ou não reduzir o nível de insatisfação dos trabalhadores, estariam na origem das sucessivas protelações de decisão, quando o assunto envolve o corpo funcional e suas demandas, analisa o SEEB/CE.


Às vésperas de mais uma greve motivada pelo desinteresse dos banqueiros e do governo federal em atender as reivindicações da categoria bancária, o Sindicato espera que a direção do BNB saiba distinguir o que realmente indigna os seus funcionários – não implementação do PCR e ponto eletrônico, descumprimento de acordo em relação ao vale cultura e à PLR/2012, extrapolação de jornada e concorrências antidemocráticas.


Pensar em usar reivindicações até então atendidas de forma automática – por exemplo, suspensão de prestação de empréstimos – como instrumento de influência sobre prováveis mobilizações dos trabalhadores é desconhecer a capacidade de discernimento dos cidadãos qualificados que integram os quadros funcionais do Banco, legitimados por concurso público de alta competitividade, avalia o Sindicato.