Redes sindicais defendem romper barreiras nos bancos internacionais

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O tema “romper barreiras”, que empolgou o 3º Congresso Mundial da UNI Sindicato Global, ocorrido recentemente em Nagasaki, também deu o tom no dia 14/12, na 6ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais de Bancos Internacionais, em Buenos Aires, com a participação de dirigentes sindicais do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Peru, Colômbia, Estados Unidos, Trinidad y Tobago, Guatemala, Costa Rica e Espanha. O encontro reuniu bancários do Santander, BBVA, HSBC, Itaú, Banco do Brasil e bancos públicos.

ROMPER BARREIRAS – O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, ressaltou o tema “romper barreiras” e enfatizou a importância da sindicalização e da comunicação. Ele reforçou também a necessidade do crédito para o desenvolvimento. “Queremos romper barreiras à luz da nossa realidade na América Latina”. O Brasil, segundo o presidente da Contraf-CUT, “é o 9º País em crescimento, mas é o 10º pior em distribuição de renda; por isso, nós precisamos de desenvolvimento para romper barreiras”. Ele também defendeu uma campanha contra práticas antissindicais, denunciando o uso do interdito proibitório no Brasil para tentar impedir o exercício do direito de greve e a demissão de trabalhadores do Santander nos EUA que querem fundar um sindicato de bancários.


“Romper barreiras é também combater as metas abusivas, como mostra a campanha ‘Menos metas, mais saúde’ que está sendo feita em São Paulo e em Montevideo”, disse Carlos Cordeiro, que ainda citou a aprovação da proposta de cota de 40% de gênero nas instâncias de decisão da UNI.


O presidente da UNI Américas, o chileno Raul Requeña, disse que “romper barreiras é mais que um slogan, mas uma convocação para uma ação mais contundente”. Ele resgatou os congressos da UNI em Berlim, Chicago e Nagasaki. “Cada uma das cidades possui significados importantes para os trabalhadores e a humanidade”, explicou. Ele já projetou o próximo congresso, que será realizado na Cidade do Cabo, na África, em 2014.

ESTUDO SOBRE SISTEMA FINANCEIRO NAS AMÉRICAS – “Nós queremos dar a nossa contribuição e elaboramos uma proposta que prevê um estudo sobre o sistema financeiro e o impacto para a sociedade, buscando um processo de diálogo e negociação com os bancos”, explicou Carlos Cordeiro. Ele citou a pesquisa do emprego bancário, feita pela Contraf-CUT e Dieese, no Brasil. Apesar da geração de quase 20 mil empregos em 2010, existe uma alta rotatividade, o que acaba provocando demissões e a redução dos salários. Chamou a atenção para as discriminações em relação à remuneração e ascensão profissional das mulheres. O secretário de finanças da Contraf-CUT, Roberto Von Der Osten (Betão) apresentou a proposta, que consiste num projeto para fortalecer a negociação coletiva e a proteção social.