Redução da Parcela Previ e Termo Aditivo foram conquistas importantes

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Os funcionários do Banco do Brasil podem encerrar o ano com boas notícias. Temas de muitas discussões, a redução da Parcela Previ e a conseqüente correção da distorção dos valores foi uma das principais conquistas dos bancários em 2005. Avanços, também, na Campanha Salarial com a assinatura de um termo aditivo que prevê mais benefícios. No entanto, a luta não pára e as outras reivindicações continuaram sendo negociadas com o banco como é o caso da Cassi e do Plano de Cargos e Salários.

Com 87% dos votos válidos, a nova Parcela Previ será implantada o mais rápido possível. O plebiscito, encerrado em 29/11, aprovou a redução da PP para R$ 1468,21 e a proposta envolvendo o Fundo de Paridade. A implantação trará melhoria para cerca de 70 mil participantes na medida em que minimiza as distorções geradas pelo congelamento de salários no governo Fernando Henrique Cardoso.

Num fato histórico, o banco celebrou um Termo Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho, invertendo a tendência observada nos anos de 1990, e proporcionando aos bancários benefícios maiores, como uma Participação nos Lucros e Resultados superior, que está servindo de parâmetros para negociação do restante da categoria; isenção de tarifas e anuidades; direitos relativos à isonomia para funcionários pós 98; e volta dos delegados sindicais. O aditivo prevê, também, a continuidade das negociações pertinentes às relações trabalhistas.

Apesar dos avanços superiores alcançados com o Termo Aditivo, o funcionalismo do BB ainda precisa resolver com a instituição questões como Cassi, PCC/PCS, o estatuto da Previ e isonomia. Em relação à Cassi, o banco tem até o dia 31/12 para apresentar aos funcionários o Plano Global da Cassi, segundo a cláusula 56ª do aditivo.

Para o prosseguimento das discussões, os diretores do Sindicato dos Bancários do Ceará percorreram durante todo o ano unidades do banco tanto na capital quanto no interior, levando informação atualizada, esclarecendo dúvidas do funcionalismo e realizando o levantamento das reivindicações. O diretor do Sindicato e funcionário do BB, Leirton Leite, adianta que essa política de debate junto ao quadro funcional do banco será intensificada em 2006 dentro da perspectiva de unidade da categoria. “É fundamental que a base participe ativamente das decisões para que o movimento sindical possa realizar as suas ações voltadas à sua demanda”, acredita.